Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Trabalhadores do IBGE realizarão paralisação em 10 Estados na quarta-feira, diz sindicato

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Os trabalhadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizarão uma paralisação em 10 Estados nesta quarta-feira, 15, segundo comunicado do sindicato nacional dos servidores do órgão, a Assibge. As atividades serão suspensas ou parcialmente suspensas nos Estados do Acre, Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Pernambuco.

Em nota, o sindicato menciona ainda a possibilidade de greve por tempo indeterminado a partir de 10 de junho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Os servidores reivindicam a aprovação de um plano de reestruturação da carreira, reajuste salarial para trabalhadores temporários e a recomposição do orçamento do instituto.

"O calendário de mobilização aponta para a realização de atos no dia do aniversário do IBGE, 29 de maio, e uma possível deflagração de greve por tempo indeterminado, a partir do dia 10 de junho, caso a contraproposta do governo seja frustrante", diz a nota distribuída à imprensa.

Segundo representantes do sindicato, o primeiro dia de paralisação será simbólico, afetando o andamento dos trabalhos no órgão a depender do grau de adesão. No entanto, como a categoria pautará a greve por tempo indeterminado a partir de junho, em caso de aprovação, os levantamentos e indicadores produzidos poderiam ser afetados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Assibge calcula que o orçamento regular do IBGE em 2023 foi 28% inferior ao previsto uma década antes, em 2014, descontada a inflação do período. O instituto já estaria atrasando pagamento de contas de consumo e salários de terceirizados.

"O austericídio está prejudicando o funcionamento cotidiano da instituição e inviabilizando o planejamento. No ano corrente, o IBGE tem atrasado pagamento de contas de aluguel, água, luz e de funcionários terceirizados de limpeza. Em anos recentes, os cortes orçamentários implicaram em adiamentos, suspensão e cancelamentos de uma série de pesquisas essenciais - caso do Censo Agropecuário e da Pesquisa de Orçamento Familiar (realizados com atraso), da Contagem Populacional de 2015 (cancelada) e de diversos outros levantamentos. O IBGE também depende atualmente de verbas externas, de outros órgãos de governo, para realização de levantamentos temáticos - essa forma de financiamento, de caráter volátil, é incompatível com a necessidade de estabilidade para estruturação de um sistema de informações. Ressaltando que a sociedade demanda cada vez mais produção de dados estatísticos e geográficos, implicando a necessidade de ampliação do plano de trabalho do IBGE", pontuou a entidade representante dos servidores.

Além dos núcleos estaduais que decidiram pela paralisação, estão previstos atos de trabalhadores também em outros estados nesta quarta-feira, 15, em frente às sedes de superintendências e de agências do instituto no interior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Após uma negociação salarial frustrante com o Ministério de Gestão e Inovação, que resultou em 0% para recomposição salarial em 2024, os trabalhadores receiam que a contraproposta de reestruturação da carreira do IBGE, a ser apresentada no dia 28 de maio, seja rebaixada, assim como tem ocorrido em algumas categorias que estão negociando com o governo. Os reajustes nos benefícios praticamente não atingiram os aposentados, deixando uma parcela importante da categoria sem absolutamente nenhuma perspectiva de recomposição para 2024. A reestruturação proposta pelo Sindicato tranquiliza distorções ocorridas em transições anteriores e propõe uma carreira mais enxuta, simplificada e adequada à realidade do órgão na atualidade", justificou o sindicato.

Quanto aos trabalhadores temporários, a entidade afirma que o instituto tem aproximadamente 60% de sua força de trabalho atualmente formada por pessoas com esse tipo de vínculo, recebendo "praticamente um salário-mínimo (R$1.512) para realizar atividades permanentes que deveriam ser executadas por servidores efetivos".

"Esses trabalhadores não serão beneficiados pela reestruturação da carreira e, apesar de todo o diálogo realizado pelo sindicato com a presidência do IBGE e Ministérios responsáveis, seguem sem perspectiva de reajuste. Os trabalhadores temporários estão submetidos a inúmeras restrições de direitos, porém, a atual direção do IBGE segue sem um plano claro para acabar com a precarização no órgão", critica o sindicato.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV