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Tensão geopolítica aumenta cautela global e instiga ajuste de baixa no Ibovespa

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Após a alta na véspera, o Ibovespa recua nesta quarta-feira, 9, em linha com as bolsas de Nova York e da Europa e em meio à alta dos juros futuros no Brasil. Por outro lado, fatores políticos vistos como positivos, pelo mercado financeiro, em meio a novas pesquisas eleitorais, limitam um ajuste mais forte tanto do Índice Bovespa quanto dos contratos de depósito interfinanceiro (DIs). Permanece no radar a crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF).

"Não são esperados movimentos de reversão", diz Silvio Campos Neto, economista-sênior da Tendências Consultoria, em nota matinal.

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O cenário internacional continua exigindo cautela. O petróleo Brent ultrapassou hoje US$ 101 por barril, com máxima em US$ 101,22, diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, o que coloca em risco o fluxo mundial da commodity.

Com o acirramento da crise geopolítica, crescem as preocupações com inflação e juros no mundo, o que aumenta a expectativa pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA, na sexta-feira. No mesmo dia, será divulgado indicador de inflação oficial do Brasil, medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de agosto. Hoje, a agenda de indicadores está esvaziada.

Conforme Felipe Cima, especialista em renda variável da Manchester Investimentos, o mercado está em compasso de espera pelo CPI, após a leitura do relatório de empregos de agosto (payroll) dos EUA vir muito acima das projeções. O resultado elevou as expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) possa aumentar a taxa de juros na reunião da semana que vem nos Estados Unidos. "O pessoal voltou a apostar em alta dos juros e uma inflação mais elevada", diz.

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De acordo com Cima, se o CPI vier forte, pode pressionar a credibilidade do banco central norte-americano, ao contrariar algumas expectativas de redução das expectativas da inflação do país. "O Fed pode ser salvo ou não pelo CPI", afirma o analista.

Na terça, o Ibovespa fechou em alta de 1,20%, aos 187.366,84 pontos, no maior nível desde 4 de maio. O avanço refletiu, na avaliação de agentes do mercado, perspectivas de alternância de poder a partir de 2027 e, consequentemente, de mudança na condução da política fiscal brasileira.

Nesta quarta, nova pesquisa eleitoral pode reforçar essa expectativa. Levantamento Meio/Ideia divulgado hoje, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno. O resultado contrasta com a pesquisa anterior, de agosto, quando Lula tinha 5,5 pontos porcentuais de vantagem.

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Ainda conforme a pesquisa, para mais da metade (51,6%) dos eleitores brasileiros, os ministros do STF decidem mais por interesse próprio do que pela lei.

A despeito do recuo de 0,27%, a US$ 109,96 por tonelada, do minério de ferro em Dalian, na China, as ações da Vale sobem 0,14%, assim como as da Petrobrás (quase 1%). Já papéis de bancos recuam, assim como alguns de empresas cíclicas.

Às 11h32, o Ibovespa caía 0,77, na mínima aos 185.932,69 pontos, após abertura na máxima em 187.362,44 pontos (estável).

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