Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Temor com processo do Brasil sobre tarifas dos EUA e exterior morno travam Ibovespa

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Apesar da agenda esvaziada de indicadores no Brasil, o Ibovespa abriu a sexta-feira, 14, em tom de cautela. O humor mais contido no exterior se soma à reação do Brasil aos Estados Unidos, anunciada ontem à noite. O governo abriu processo para aplicar a Lei de Reciprocidade contra os EUA, em resposta à tarifa de 25% imposta a produtos brasileiros por supostas práticas comerciais desleais. Ainda ficam no radar balanços, como Braskem, Raízen, entre outros.

A resposta do Brasil eleva mais a parcimônia recente dos agentes financeiros. Ontem, o Ibovespa caiu pela oitava sessão consecutiva, elevando a perda na semana para 3,14% e o recuo em agosto para 6,12%, em meio a receios fiscais ampliados pela disputa eleitoral. Esse ambiente tem afastado investidores da Bolsa, sobretudo estrangeiros. Desta forma, pode acumular o segundo recuo semanal seguido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"O mercado não está precificando apenas a reciprocidade, mas o risco de uma escalada", diz Cleiton Souza, sócio-fundador da Private Investimento. Conforme ele, enquanto a medida funcionar como instrumento de negociação, o impacto tende a ser administrável. "O problema para Bolsa e câmbio começa se a negociação der lugar a uma guerra comercial efetiva", afirma Souza.

Já Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, o anúncio pelo governo brasileiro da abertura da Lei de Reciprocidade é mais um movimento de sinalização diplomática do que de retaliação imediata. "Ainda não há contramedida na mesa, há um instrumento de pressão negocial sendo acionado. O rito passa pela Camex e leva tempo, o que dá espaço para acordo antes de qualquer sobretaxa efetiva", avalia.

De todo modo, o quadro é de cautela aqui, apesar do viés positivo em Nova York, após sinais de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) esta semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Investidores seguem saindo da B3. Na sessão da última quarta-feira, houve retirada de capital externo R$ 1,632 bilhão da B3, aumentando o total de saídas neste mês para R$ 13,561 bilhões. No acumulado do ano, o fluxo de capital externo está positivo em R$ 22,846 bilhões.

"Criamos os nossos próprios problemas. O copo meio cheio é que se você tiver caixa para comprar, vale a pena. O mercado está disfuncional", diz Thiago Salomão, fundador e CEO do Market Makers.

Conforme Salomão, nesta semana houve indícios claros de que o Brasil pode enfrentar uma crise de crédito antes do que o esperado, após bancos como BTG Pactual e Banco do Brasil informarem aumento da inadimplência no sistema financeiro. "Dados de inadimplência trouxeram dados preocupantes CNC - Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Quando saem resultados ruins de empresas listadas em Bolsa, preocupa mais", afirma o CEO do Market Makers.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Eduardo Carlier, codiretor de gestão da Azimut Brasil, o mercado segue em "modo verificação", com investidores buscando confirmar a trajetória de dados no Brasil e no exterior antes de assumir posições mais direcionais.

Na leitura do gestor, o impacto mais direto de alta para a Bolsa viria de um ciclo "sustentável" de queda da Selic, mas o cenário ainda depende da consolidação dos indicadores. Carlier afirma que a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) ajuda ao endereçar a comunicação e "normalizar" parte das expectativas, mas reforça que a conclusão central permanece, a de que a política monetária segue dependente de dados, inclusive lá fora. "O melhor cenário é a trajetória de dados permitir um corte mais extenso de juros", resume.

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,23%, aos 167.100,95 pontos. Foi o pior resultado desde agosto de 2023.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Às 11h17 desta sexta, o Ibovespa cedia 1,11%, na mínima aos 165.250,03 pontos, vindo de abertura na máxima em 167.099,46 pontos, estável. Petrobras subia entre 0,72% (PN) e 0,71% (ON). Vale cedia 0,7%. As ações de bancos recuavam até 2% (BB). Só Unit de Santander subia (1,07%).

O petróleo cedia marginalmente e o minério de ferro fechou em alta de 0,42% (Dalian) e de 0,26% (Singapura).

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV