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Tem gente esperando que possa haver aumento de arrecadação com PL de offshore, diz Haddad

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira, 26, que há pessoas que aventam a possibilidade de aumento da arrecadação com o projeto que prevê a taxação de fundos offshore e exclusivos, aprovado na Câmara na noite da quarta-feira, 25. Apesar das mudanças que reduziram as alíquotas, a avaliação é que a proposta trouxe mecanismos que incentivam a adesão.

"Tem gente, na verdade, esperando que possa haver aumento de arrecadação, porque introduziram mecanismos que estimulam a adesão e como a alíquota ficou abaixo do previsto inicialmente, talvez a adesão seja maior, justamente em virtude dos incentivos que o projeto gera", disse o ministro ao deixar a Fazenda.

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O texto aprovado fixou em 8% a alíquota a ser paga pelos detentores dos fundos, tanto no Brasil quanto no exterior, na atualização dos ganhos acumulados até agora. O projeto inicial previa alíquota de 10%, e os deputados cogitaram reduzir para 6%. A atualização dos estoques poderá ser feita a partir de dezembro deste ano. Já a alíquota que incidirá sobre rendimentos futuros em offshore e fundos exclusivos foi equiparada em 15%. Para os fundos exclusivos, ainda haverá uma alíquota de 20% para aqueles de curto prazo.

Haddad disse que a Câmara fez um bom trabalho e que a Fazenda espera a aprovação do texto no Senado. "Lira já disse que tem novas medidas para tomar e estamos construindo alternativas para as medidas que foram tomadas para facilitar a negociação, temos ainda alguns desafios", comentou.

Questionado se o avanço do projeto ajudará na perseguição da meta fiscal zero para 2024, o ministro disse que sim. "Tudo que ajudar o fiscal ajuda o País (na meta zero). Estamos há dez anos perdendo receita, abrindo mão de receita e isso não tem levado ao desenvolvimento do País. Estamos criando despesas, algumas das quais meritórias, mas temos de cuidar no lado das receitas para ter sustentabilidade fiscal maior", defendeu.

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Haddad ainda comentou que conversou lateralmente com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sobre a troca de comando na Caixa, destacando que essa é uma decisão que cabe ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Na quarta, Lula demitiu a presidente do banco, Rita Serrano, e nomeou para a vaga o economista Carlos Antonio Vieira Fernandes, indicado de Lira.

Com Lula, Haddad disse que ainda vai conversar sobre possíveis vetos ao projeto que prorroga a desoneração da folha para os 17 setores da economia que mais empregam, e traz mudanças na contribuição previdenciária dos municípios, o que gerará um impacto bilionário nas contas da União.

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