Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Tecnologia tem potencial de resolver impasse do parcelado sem juros, diz diretor do BC

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, defendeu que a tecnologia tem grande potencial para resolver o impasse atual na indústria de cartões de crédito em relação aos juros do rotativo e o parcelamento sem juros.

Na avaliação do diretor, a entrada das fintechs no "mundo" de "buy now pay later" (BNPL), forma de concessão de crédito que hoje já é praticada por instituições por meio do Pix, pode mudar o cenário e permitir que haja parcelamento com custos menores e simplicidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Há grande potencial para que a tecnologia resolva problema regulatório em que há toda sorte de interesses e ajude a sociedade a garantir que o parcelamento, que é tão importante para o varejo, continue acontecendo, com custos menores, com desintermediação, com simplicidade", disse ele, no evento Fintouch, da Associação Brasileira de Fintechs (Abfintechs).

O argumento de Gomes é que há pouca discriminação de preços hoje no mercado de cartões de crédito. Ele citou que a opção de dar descontos à vista é pouco considerada, mas o lojista hoje paga de 13% a 20% do valor do produto parcelado em seis vezes para antecipar os recebíveis.

Segundo dados do BC, em termos de valores, o pagamento à vista representa 50% do volume, o parcelamento em 2 ou 3 vezes, cerca de 20% e depois vai caindo, mas ainda é uma parcela considerável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Há muito espaço para ganho de eficiência via discriminação de preços. As fintechs podem muito nos ajudar a resolver esse imbróglio regulatório que tem chamado tanta atenção", disse. "Quando as fintechs entrarem de vez no mundo de BNPL e talvez convencerem o lojista de que não precisa entrar em mundo de parcelamento, a fazer desconto à vista, a fintech pode ajudar nessa gestão financeira do lojista, mas também prover crédito adaptado ao perfil de risco do cliente", completou, dizendo que era uma provocação.

O BC está monitorando os modelos de negócios criados pelas instituições financeiras para prover BNPL via Pix. Originalmente, o BC tinha um projeto de Pix crédito próprio, mas, com a iniciativa do mercado, resolveu esperar e avaliar as soluções.

No evento, Gomes ainda comentou sobre outros aprimoramentos do Pix, como o Pix cobrança, o débito automático e o internacional - esse último em fase de observação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele também ponderou que, apesar da evolução da agenda do Pix, a situação dos recursos humanos do BC não está ajudando. Segundo o diretor, muitos funcionários têm deixado a autarquia e há pouca atratividade para novos servidores. "E a moral da tropa é importante para a provisão de novos serviços e entregar inovação."

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV