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Taxas fecham com viés de alta, ainda de olho em medidas de Trump

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As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) terminaram o pregão perto da estabilidade, mas com viés de alta nos vértices intermediários e longos, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicar que o aumento das tarifas prometido em campanha terá como alvo inicial dois dos principais parceiros comerciais do país: Canadá e México.

Num dia sem indicadores ou eventos econômicos relevantes, a fala concentrou as atenções dos investidores e serviu para justificar os movimentos do dia, mas sem alterar o cenário já embutido nas taxas.

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Os negócios hoje, segundo Santiago Schmitt, especialista em renda fixa da Manchester Investimentos, foram mais amenos e dominados por operações feitas em intervalos curtos. "Quando tem juros caindo para faixa dos 14%, muita gente realiza e volta a ficar tomado, e a taxa retorna para acima de 15%."

"Muito do movimento recente da curva de juros se deve aos próximos passos que a gente vai ter nos Estados Unidos", disse Guilherme Almeida, head de renda fixa da Suno Research, acrescentando que as propostas de Trump são em grande parte "de cunho protecionista e têm impacto inflacionário".

Por enquanto, a sinalização de Trump sobre as tarifas ao México e ao Canadá não alterou significativamente o que os investidores vinham esperando em relação ao governo do novo presidente dos Estados Unidos.

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As taxas dos Treasuries, que voltaram a ser negociadas após um feriado ontem, rodaram abaixo dos níveis vistos na sexta-feira, ainda refletindo a avaliação de que o presidente dos Estados Unidos foi menos agressivo do que se esperava em seus primeiros anúncios sobre a tarifação.

Por aqui, as taxas já haviam recuado levemente ontem pelo mesmo motivo, e hoje devolveram um pouco da queda, mas sem alterar o que havia sido precificado pelos investidores e o cenário previsto para as próximas reuniões do Comitê de Política Monetária, o Copom.

Gean Lima, estrategista e trader de juros e moedas da Connex Capital, mencionou que a previsão para a próxima reunião do colegiado, na semana que vem, ainda é de aumento de 1 ponto porcentual para a Selic, como havia sido sinalizado pelo Copom no final do ano passado. A questão das tarifas nos Estados Unidos, porém, permanecerá no radar daqui em diante.

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A taxa do contrato de DI para janeiro de 2026 caiu a 14,925%, de 14,943% no ajuste anterior. A taxa para janeiro de 2027 aumentou a 15,155%, de 15,142%, e a taxa para janeiro de 2029 avançou a 15,020%, de 14,995%.

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