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Taxas encerram a terça com viés de alta, seguindo exterior

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Os juros futuros percorreram a segunda etapa do pregão desta terça-feira, 1º, em leve viés de alta, seguindo o movimento da curva a termo dos Estados Unidos. Lá fora, dados mais fortes de atividade referentes à economia americana foram observados com atenção, ao mesmo tempo em que os agentes acompanharam a aprovação pelo Senado do projeto orçamentário do presidente dos EUA, Donald Trump, que aumenta a dívida pública americana em US$ 3,3 trilhões.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2026 encerrou o dia em 14,915%, de 14,928% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2027 oscilou de 14,090% ontem no ajuste para 14,105%. O contrato que vence no primeiro mês de 2028 ficou em 13,290%, vindo de 13,248% no ajuste de segunda. Já o DI para janeiro de 2029 passou de 13,068% no ajuste anterior para 13,080%.

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Segundo o relatório Jolts, do Departamento do Trabalho dos EUA, a abertura de postos de trabalho na economia americana ficou em 7,769 milhões em maio, ante previsão de 7,3 milhões colhida pela FactSet. Também divulgado nesta terça, o índice de gerentes de compras (PMI) industrial do país avançou a 52,9 em junho. Números acima de 50 indicam expansão da atividade manufatureira.

"Após um forte rali com números fracos do Caged, hoje o mercado brasileiro sentiu um pouco a abertura dos juros globais", afirmou Roberto Motta, estrategista macro da Genial Investimentos, para quem a maior parte do comportamento da curva local hoje se deve à movimentação externa. "Apesar dos dados de atividade acima do esperado, seria possível uma visão mais construtiva para reforçar a queda dos juros nos EUA, mas o mercado preferiu olhar estes números e realizar os lucros praticamente às vésperas do payroll", diz Motta, acrescentando que o relatório de emprego da economia americana virá a público nesta quinta.

No âmbito doméstico, o estrategista avalia que a intenção do governo Lula de ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação para restaurar os efeitos do decreto do IOF "não ajuda", ao reiterar a percepção de que o ajuste fiscal no Brasil só será feito via aumento de arrecadação. "Mas diria que entre 80% e 90% da realização dos juros no Brasil hoje vieram da abertura dos juros globais", ressaltou. Por volta das 17h, o rendimento do Treasuries de 10 anos subia a 4,247%, vindo de 4,237% ontem.

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Do lado positivo, O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) cedeu de 0,34% em maio para 0,16% no fechamento de junho, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado, divulgado hoje, ficou perto do piso das estimativas contidas na pesquisa do Projeções Broadcast, de 0,14%. A mediana era de 0,21%.

Para Motta, da Genial Investimentos, a dinâmica inflacionária está mais comportada. Devido às expectativas ainda desancoradas em relação à meta, porém, o BC brasileiro "não pode falar diferente", diz o estrategista, referindo-se ao tom mais duro da autoridade monetária. Para a Genial, o Copom só dará início a um ciclo de flexibilização da Selic, atualmente em 15%, no segundo trimestre de 2026.

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