Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Taxas de juros sobem por dúvida sobre Copom, fala de Flávio Bolsonaro e atuação de fundos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Os juros futuros, a partir do trecho intermediário, completaram quatro sessões seguidas de alta, em dia marcado pela liquidez fraca, dada a ausência de negócios em Wall Street e a agenda de indicadores esvaziada. O viés de alta que prevalecia pela manhã, à tarde deu lugar a avanço firme das taxas em toda a extensão da curva, na esteira de declarações do pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e de ajuste técnico puxado por fundos locais.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 marcava 14,255%, de 14,246% no ajuste e 14,235% no fechamento. O DI para janeiro de 2028 tinha taxa de 14,820%, de 14,737% no ajuste e 14,700% no fechamento de quinta. O DI para janeiro de 2029 projetava 14,940%, de 14,843% (ajuste) e 14,765% (fechamento). E a taxa do DI para janeiro de 2031 subia de 14,762% no ajuste e 14,690% no fechamento para 14,885%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Sem a referência dos Treasuries, o desconforto com o comunicado do Copom continuou pautando a curva. "Hoje sexta-feira, 19 é um dia sem muita explicação, com o feriado nos EUA reduzindo a liquidez e sem dado econômico relevante, e os agentes esperando a ata e o RPM na semana que vem para entender melhor a visão do Copom", afirmou o economista Felipe Rodrigo de Oliveira, da MAG Investimentos.

O segmento de juros destoou do bom desempenho dos demais mercados domésticos, ainda ruminando o teor do comunicado que deu margem à interpretação de que o Copom poderia estar disposto a tolerar níveis de inflação acima da meta. Por isso, é grande a expectativa pela ata e pelo Relatório de Política Monetária (RPM) na próxima semana.

Para o economista Sérgio Goldenstein, sócio-fundador da Eytse Estratégia, nos documentos e na entrevista coletiva dos dirigentes sobre o RPM, o Banco Central vai poder corrigir a comunicação e mostrar cenários alternativos de trajetória da Selic e, com isso, o mercado vai entender que existe fundamentação técnica. "Houve grande exagero na reação do mercado, em boa parte derivado de uma comunicação ruim", disse Goldenstein, afirmando que o Copom poderia ter usado, como já fez no passado, um cenário de Selic constante e não só a da trajetória da taxa no Boletim Focus. Com isso, uma vez corrigida a comunicação, a tendência é a curva devolver prêmios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A partir do meio da tarde, as taxas passaram a renovar máximas, com alguns vértices flertando com a marca de 15%, caso do DI para janeiro de 2029, que chegou a 14,985%. "O maior destaque foi a fala do Flávio, com alguns pontos que vão contra o ajuste fiscal que deve ser necessário em 2027", relatou o estrategista-chefe de Macro e Dívida Pública da Warren, Luis Felipe Vital.

Em entrevista ao SBT News, Flávio afirmou que, se ganhar a eleição, não pretende dar fim aos pisos constitucionais da saúde e da educação, nem acabar com a vinculação do salário mínimo à inflação ou realizar uma reforma da Previdência. Defendeu um "tesouraço" em ministérios, em custos da burocracia, mas também em impostos. A reação negativa se deu uma vez que o mercado vê em Flávio um contraponto ao expansionismo fiscal atribuído ao governo Lula, que tenta a reeleição.

Além disso, profissionais nas mesas de renda fixa comentaram que, perto do período de definição das taxas de ajuste, entre 16h10 e 16h20, houve grande atuação de fundos locais tomados em juros, "aproveitando a baixa liquidez para puxar a curva". A percepção geral é de que o volume movimentado nesta sexta foi menos da metade do giro padrão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV