Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Taxas de juros seguem Treasuries e têm firme queda, com possível cessar-fogo EUA-Irã

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Em um pregão já positivo para a renda fixa, os juros futuros ampliaram a queda e renovaram mínimas intradia em todos os trechos da curva a termo na etapa final da sessão desta terça-feira, 25. O movimento, alinhado ao fechamento da curva dos Treasuries, teve como gatilho notícia da agência russa RIA Novosti de que Estados Unidos e Irã teriam concordado com um cessar-fogo. O tratado, segundo fontes iranianas e paquistanesas, envolveria livre navegação no estreito de Ormuz.

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caiu de 13,701%, no ajuste da véspera, a 13,68%. O DI para janeiro de 2029 teve baixa a 14,055%, vindo de 14,174%. O DI para janeiro de 2031 recuou de 14,421% a mínima intradiária de 14,285%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Sem dados econômicos relevantes na agenda doméstica nesta terça, o movimento de alívio maior ocorreu em linha com o fechamento da curva dos Treasuries, também contando com suporte do dólar bem comportado, ambos favorecidos pelo ambiente global de maior disposição a tomada de risco. Nem mesmo o leilão mais pesado de títulos atrelados à inflação, realizado pelo Tesouro Nacional, interferiu no alívio mostrado pela curva a termo.

O maior vetor para o fechamento das curvas de juros, tanto aqui quanto lá fora, foi a redução de cerca de 3% dos contratos futuros de petróleo na sessão, embalada por notícias mais favoráveis no front da guerra. O contrato do Brent para novembro fechou em US$ 87,27 o barril, com baixa de 3,6%, depois de Irã e Omã acertarem nesta terça a criação de um corredor marítimo conjunto e temporário no Estreito de Ormuz. Além disso, a Al Arabiya informou que os EUA teriam proposto suspender o bloqueio e as sanções ao Irã em troca da reabertura do estreito e do fim dos ataques de aliados de Teerã.

Já mais perto do fechamento da sessão, o recuo da commodity energética acelerou a 5% no pregão eletrônico, fornecendo alívio adicional à curva de títulos norte-americanos e respingando também nos ativos locais. "Hoje terça-feira, 25 a queda do petróleo chamou atenção", disse Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset, o que, em sua visão, respalda o cenário embutido na curva de juros para a política monetária no curto prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No fim da tarde, a curva apontava 88% de chance de corte de 0,25 ponto porcentual na reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom), praticamente sem mudanças em relação a segunda-feira. Já a aposta de outra redução no encontro de novembro do colegiado aumentou de segunda para terça, embora siga minoritária, de 20% a 28%.

Segundo Gustavo Danilo, analista de renda fixa da Manchester Investimentos, a leitura da oscilação dos DIs nesta terça-feira é menos de um movimento específico do Brasil e mais de um ajuste global dos mercados. "Temos uma combinação de juros americanos em queda, petróleo recuando e moedas relativamente comportadas, que acaba permitindo também alguma retirada de prêmio da curva doméstica. Sem grandes catalisadores locais na sessão, o mercado brasileiro acompanha esse ambiente externo mais benigno", comentou.

Por aqui, o Tesouro realizou nesta terça a segunda maior emissão de Notas do Tesouro Nacional - Série B (NTN-B) do ano. O volume financeiro de R$ 7,34 bilhões alcançado com a venda dos papéis foi inferior apenas ao da emissão de R$ 8,7 bilhões de 3 de fevereiro, segundo cálculos de Sergio Goldenstein, sócio-fundador da Eytse Estratégia. Ainda assim, o certame não gerou maiores impactos sobre a curva de juros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV