Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Taxas de juros encerram pregão de lado, digerindo alta dos Treasuries e quadro eleitoral

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Os juros futuros negociados na B3 fecharam praticamente estáveis no pregão desta quarta-feira, 30. As taxas chegaram a perder cerca de 5 pontos-base no início da tarde, já sem muito fôlego para reduzir mais os prêmios, e o recuo foi perdendo ímpeto no restante da sessão, à medida que a nova disparada nos rendimentos dos Treasuries se impôs. Segundo agentes, o quadro bastante equilibrado na disputa eleitoral também não incentivou aumento da exposição a risco às vésperas do primeiro turno.

No mês de setembro, porém, a curva brasileira se beneficiou das expectativas para o quadro eleitoral, que foram, ao longo do mês, se tornando mais otimistas sobre a possibilidade de alternância de poder em 2027, conforme o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avançava nas pesquisas e se aproximava do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Em relação ao fechamento de agosto, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2029 perdeu cerca de 40 pontos-base, e a para janeiro de 2031, ao redor de 50 pontos. Já a ponta curta cedeu 6 pontos. Na leitura do mercado, um governo de direita estaria mais propenso a realizar um ajuste fiscal mais rigoroso e rápido, o que reduziria a percepção de risco sobre o País.

Encerrados os negócios nesta quarta, o DI para janeiro de 2027 subiu de 13,548%, no ajuste da véspera, a 13,555%. O DI para janeiro de 2029 oscilou a 13,790%, de 13,789% no ajuste anterior, e o para janeiro de 2031 passou de 13,98% a 13,96%.

Em igual horário, a taxa da T-note de dez anos subia de 5,249% a 5,287%, ao passo que a do T-bond de 30 anos avançava de 5,571% para 5,632%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As taxas chegaram a migrar para o terreno negativo após a divulgação do PCE dos Estados Unidos, que avançou 0,3% em agosto ante julho, ante previsão de 0,4%. Na comparação anual, o PCE avançou 3,4% em agosto, também abaixo da projeção de 3,7%. O número do mês anterior foi revisado de 0,2% para 0,1%. O alívio na curva, porém, durou pouco, mesmo com o dado tendo esfriado apostas de nova alta dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em outubro.

"O resultado ajuda a aliviar parte da pressão que vinha sendo observada sobre os yields dos Treasuries e sobre as expectativas de uma sequência mais intensa de altas de juros nos EUA. Ainda assim, a inflação permanece acima da meta do Fed, e um único dado não é suficiente para alterar a condução da política monetária", afirmou o estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves.

Economista-chefe da EQI Research, Stephan Kautz afirma não ter entendido a reação inicial positiva do mercado ao PCE, dado que a surpresa foi "quase irrelevante". "Eu não tive a mesma interpretação", disse, citando a economia norte-americana ainda aquecida e números do mercado de trabalho igualmente fortes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a terceira e última estimativa do Departamento de Comércio, divulgada nesta quarta-feira, o PIB dos EUA cresceu 2,2% no segundo trimestre na medida anualizada, acima da previsão de analistas de 1,5%. Já o relatório ADP, que acompanha a geração de empregos no setor privado, mostrou 90 mil novas vagas em setembro. A mediana era de 71 mil postos. "Isso já sugere um payroll mais forte na sexta-feira", afirmou.

Para Kautz, o mercado local de renda fixa seguiu mais o ambiente externo nesta quarta e, por isso, não houve muito fôlego para quedas maiores. "Com a aproximação das eleições, o mercado está cauteloso em relação a grandes apostas", comentou.

Pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quarta aponta Lula com 43% das intenções de voto em eventual segundo turno, ante 42% de Flávio, em empate técnico. Também conhecida nesta quarta, o levantamento Meio/Ideia indica o petista e o senador empatados tecnicamente, com 48,5% e 48%, respectivamente. "Novas pesquisas eleitorais no Brasil não apontam mudança às vésperas do primeiro turno presidencial e o impacto torna-se neutro nessa quarta", avaliou o economista-chefe da Bravonte Capital, Eduardo Velho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV