Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Taxas de juros disparam em reação a quadro eleitoral, dados do varejo e medidas fiscais

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Em uma sessão já levemente negativa para os juros futuros, que abriam em alta de menos de 10 pontos-base com dados mais fortes de atividade e a isenção da "taxa das blusinhas", uma conjunção de fatores conferiu fôlego extra à elevação dos DIs na segunda etapa do pregão.

Ao contrário do desempenho dos últimos dois dias, quando a abertura foi guiada pela guerra no Oriente Médio, o foco dos investidores se voltou ao cenário doméstico: notícia do site Intercept Brasil sobre uma negociação entre o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, um dia antes de o dono do banco Master ser detido, azedou o humor dos mercados e impulsionou em bloco todos os vencimentos da curva a termo. Em seguida, uma subvenção para a gasolina e um novo subsídio para o diesel acentuaram a ascensão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Mesmo antes dos dois eventos, o aumento mais forte que o previsto das vendas no varejo, aliado à retirada, na noite de terça, do imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de US$ 50, já dava um tom de cautela aos negócios. A pesquisa Genial/Quaest, que mostrou o presidente Lula e Flávio tecnicamente empatados em eventual segundo turno, também não ajudou os DIs, ao indicar que a aprovação do governo aumentou três pontos entre abril e a edição atual da enquete, para 46%.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subiu de 14,108% no ajuste anterior para 14,21%. O DI para janeiro de 2029 anotou firme alta a 14,05%, vindo de 13,764% no ajuste. O DI para janeiro de 2031 saltou de 13,816% para 14,11%.

O primeiro salto nas taxas no período da tarde veio com reportagem do Intercept Brasil, que trouxe a divulgação de um áudio transcrito em que Flávio teria pedido dinheiro para Vorcaro, para pagar despesas com o filme "Dark Horse", que conta a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador negou que o projeto tenha sido financiado pelo dono do Master. Pouco depois, as taxas intermediárias e longas aceleraram a alta de 20 a 30 pontos-base, em seguida à nova medida para mitigar o impacto da escalada do petróleo nos combustíveis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O governo federal estima uma despesa mensal de R$ 272 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro de gasolina. No caso do litro do diesel, o custo por mês foi calculado em R$ 492 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção.

Gestor de renda fixa da Lifetime Gestora de Recursos, Valter Filho afirma que é difícil apontar um fator preponderante que tenha pressionado a curva de juros, mas todos os acontecimentos formaram uma conjuntura que elevou os prêmios de risco. "A subvenção é mais uma história na mesma direção, que é clara", afirma Filho, referindo-se a medidas como o programa Desenrola 2.0 e a recente retirada da "taxa das blusinhas" - que, além de estimular o consumo, têm algum impacto fiscal e acabam resvalando no cenário eleitoral.

"É mais pelo risco de eleição do que pelo risco fiscal. O fiscal é pequeno, só que é uma medida que pode ajudar bem em popularidade", apontou o estrategista de uma grande tesouraria à Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a respeito do fim do imposto de importação sobre compras de menor valor em sites internacionais. Ele avalia, ainda, que os gatilhos para a ascensão dos DIs foram domésticos, uma vez que o petróleo operou em viés de baixa, a curva de Treasuries pouco abriu e não houve novidades sobre a guerra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Hoje quarta-feira, 13 não vi ninguém falando de guerra", observou Filho, da Lifetime. Lá fora, o principal dado desta quarta foi o índice de preços ao produtor dos Estados Unidos (PPI, na sigla em inglês), que avançou 1,4% em abril ante março, a maior taxa mensal em pouco mais de quatro anos e o dobro do previsto pelo consenso de mercado. "A curva estava fechando lá fora e o PPI inverteu a tendência. Ficou meio zerada", disse o gestor.

Por fim, publicada pelo IBGE na abertura dos negócios, a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) mostrou que as vendas no varejo restrito subiram 0,5% em março ante fevereiro, quando o previsto era alta de apenas 0,1%. Já as vendas ampliadas vieram praticamente em linha com a mediana de 0,2% do Projeções Broadcast, ao crescerem 0,3%.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV