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Taxas de juros cedem pela 3ª sessão seguida, com ajuda de exterior e quadro eleitoral

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Os juros futuros encerraram o pregão desta quinta-feira, 3, em queda firme, no que foi a terceira sessão consecutiva de alívio nos prêmios de risco. Segundo agentes, é difícil apontar qual fator predominou sobre as taxas, que perderam perto de 10 pontos-base, mas nesta quinta, tanto o ânimo do mercado com a disputa presidencial quanto o alívio nas curvas de juros globais deram suporte à dinâmica benigna do mercado local de renda fixa.

Terminados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 oscilou de 13,568%, no ajuste da véspera, a 13,575%. O DI para janeiro de 2029 anotou baixa a 13,885%, vindo de 13,971% no ajuste. O DI para janeiro de 2031 recuou de 14,235% para 14,145%.

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Ao contrário dos últimos dois dias, a curva dos Treasuries também deu suporte aos DIs. Em igual horário, o retorno da T-Note de 10 anos cedia de 4,784% a 4,77%, na medida em que o mercado passa a reconsiderar a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed) eleve os juros este mês. A mudança veio após comentários do dirigente Christopher Waller, para quem há sinais de desinflação na economia americana e a política monetária dos EUA, como está, poderia levar a inflação de volta aos 2%. "Se houver progresso contínuo em direção à nossa meta de 2%, estou disposto a apoiar a manutenção da taxa de política monetária em seu nível atual", disse.

Gestor de renda fixa da Lifetime, Valter Filho acrescenta que a descompressão dos juros futuros foi um movimento global, influenciado também pelos rumores de possível intervenção do governo do Japão no câmbio, o que acaba ajudando a controlar a disparada das taxas dos títulos do país e, consequentemente, dos Treasuries. Segundo a Bloomberg, ao menos na quarta, as contas do Banco do Japão (BoJ, em inglês) não mostraram sinais de uma intervenção significativa no mercado cambial, mas o tema não saiu das discussões.

Embora o mercado cambial e o de ações locais não tenham sido destaque nesta quinta, o comportamento mais lateralizado dos demais ativos contribuiu com o bom desempenho da renda fixa, avalia Filho. Mas, neste caso, os motivos seriam mais relacionados às expectativas renovadas de que as eleições presidenciais serão mais acirradas, o que aumenta as chances de que a oposição vença e, na visão do mercado, de que haja um ajuste fiscal em 2027. "Continuamos em processo de otimismo maior com a eleição", comentou.

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Publicada nesta tarde, a pesquisa Futura mostrou tendência igual aos últimos levantamentos conhecidos, com o presidente Lula e o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) empatados tecnicamente em eventual segundo turno. O petista aparece com 45,6% dos votos, contra 45,2% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mais cedo, outro levantamento, o PoderData/Aya, mostrou o senador numericamente à frente de Lula no segundo turno (45% a 44%).

Segundo o sócio-fundador da Eytse Estratégia, Sergio Goldenstein, o mercado de juros vem tendo uma boa dinâmica nos últimos dias, favorecido não só pelo 'trade' eleitoral, mas também pelo arrefecimento da inflação e por dados que sinalizaram moderação mais forte do que o previsto da atividade. "Nesse sentido, o processo de calibração da política monetária deverá continuar ao longo do ano", afirmou.

Para Goldenstein, a conjuntura atual reforça a visão da Eytse de que haverá queda da Selic além de setembro, com a taxa terminando 2026 em 13,25%. Para o próximo ano, o cenário é binário: a taxa alcançaria 12% caso o atual presidente vença as eleições, podendo chegar a 9,75% num quadro de vitória da oposição.

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