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Taxas de juros avançam com crise do STF e petróleo acima de US$ 100 no radar

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Os juros futuros negociados na B3 encerraram o pregão desta segunda-feira (14) em alta, pressionados pelo aumento do petróleo, que fechou acima de US$ 100 o barril, e também pela incerteza trazida ao quadro eleitoral pelos novos desdobramentos da crise do Supremo Tribunal Federal (STF). As taxas, porém, reduziram o ritmo de avanço ao longo da tarde, na esteira da acomodação da curva dos Treasuries e dos ganhos da commodity energética, após relatos sobre negociações entre Estados Unidos e Irã e uma trégua na guerra da Ucrânia.

A melhora do ambiente externo, contudo, não foi suficiente para reverter o aumento dos prêmios, dado que o cenário interno ainda impõe cautela. Agentes acompanham os bastidores da sessão extraordinária de terça-feira, 15, do STF, quando os ministros vão decidir se abrem uma investigação contra Alexandre de Moraes devido às conversas mantidas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Também monitoram novas revelações relacionadas ao caso Master, fatos avaliados como relevantes para o resultado das eleições presidenciais.

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Terminados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 oscilou de 13,583%, no ajuste anterior, a 13,585%. O DI para janeiro de 2029 subiu para 13,915%, de 13,843% no ajuste. O DI para janeiro de 2031 anotou alta de 14,051% a 14,140%.

Segundo Luciano Rostagno, estrategista-chefe da EPS Investimentos, o risco externo diminuiu um pouco na segunda etapa dos negócios, não só devido à desaceleração do petróleo, mas também após declarações de Trump. "Ele quis conter o pessimismo em relação ao futuro da humanidade por conta da IA. Isso também ajuda, afinal a tecnologia pode trazer ganhos de produtividade enormes, e o mercado vê o avanço da IA como positivo", disse.

Críticas do republicano a uma possível perda de ímpeto dos investimentos em IA ocorreram depois de CEOs de gigantes do setor, como Anthropic e OpenAI, terem defendido no último final de semana desacelerar o desenvolvimento de suas tecnologias, citando preocupações com segurança.

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"O mercado quer ir animado para a eleição, mas o cenário externo está indo na contramão. Se o externo deixar, aqui vai melhorando", disse um gestor de renda fixa de uma grande asset à Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, sob anonimato.

Nesta segunda, duas novas pesquisas eleitorais foram publicadas. A Quaest foi a primeira da campanha que mostrou Flávio Bolsonaro numericamente à frente do presidente Lula em eventual segundo turno, com 42% dos votos, ante 40% do petista. Já o levantamento BTG/Nexus mostra os dois também empatados tecnicamente, mas com vantagem de Lula (47% a 46%). "Acho que não houve muito impacto das pesquisas hoje, mas das notícias sobre o STF, sim", avalia Rostagno.

Segundo o economista, os pedidos de vista sobre a sessão que julgará Moraes e a tentativa de ministros de incluir no julgamento temas não relacionados à relação do magistrado com Vorcaro passam a impressão a investidores de que o STF não está disposto a enfrentar a questão, e que as coisas permanecerão como estão. "O país está assistindo a deterioração diária de uma das mais importantes crises do STF, senão a mais importante", afirmou.

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Na política monetária, as apostas do mercado estão totalmente concentradas em mais uma queda de 0,25 ponto porcentual da Selic na reunião desta quarta-feira, 16, para 13,75% ao ano. Para a reunião de novembro do Comitê de Política Monetária (Copom), a curva de juros apontava no fim desta tarde 40% de chance de nova redução, ante 60% de manutenção. A Selic terminal de 2026 está precificada em 13,57%.

Diretor de pesquisa econômica do banco Pine, Cristiano Oliveira destaca que o colegiado deve agir em direção contrária a bancos centrais do G7 nesta semana: o Federal Reserve (Fed) e o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) devem elevar juros, e o Banco da Inglaterra tende a manter uma comunicação mais restritiva, avalia.

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