Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Taxas curtas sobem e longas caem com IPCA acima do esperado e PEC Emergencial

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A curva de juros perdeu um pouco mais de inclinação nesta quinta-feira, 11. O IPCA acima das estimativas reforçou as apostas no aperto monetário a partir do Copom de março, pressionando a ponta curta e abrindo espaço para devolução de prêmios nas taxas longas, estimulada ainda pela melhora na percepção de risco fiscal. A despeito da desidratação da PEC Emergencial na Câmara em relação à que saiu do Senado, prevaleceu a leitura de que as reformas em Brasília estão avançando. Trouxe alívio, ainda, a oferta pequena do Tesouro nos prefixados longos, vista como um fator a menos a estressar o mercado. No fechamento do dia, as taxas curtas tinham viés de alta e as longas recuaram.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 fechou em 4,11% (regular) e 4,13% (estendida), de 4,046% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 passou de 5,854% para 5,88% (regular) e 5,905% (estendida). O DI para janeiro de 2025 terminou com taxas de 7,35% (regular) e 7,37% (estendida), de 7,426% ontem no ajuste. O DI para janeiro de 2027 terminou com taxa de 7,88% (regular) e 7,90% (estendida), de 8,024%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Houve surpresa negativa com o IPCA, que subiu 0,86% em fevereiro, superando o teto das previsões (0,80%) e sendo o maior para o mês desde 2016 (0,90%). Não por acaso, houve nova rodada de elevação das estimativas de inflação em 2021, como as do BNP Paribas (de 4% para 5%), Credit Suisse (4,8% para 5,1%) e BofA (4% para 4,6%), que vão se distanciando do centro da meta de 3,75% e se aproximando do teto de 5,25%. Na esteira do IPCA e das revisões, o mercado ampliou as fichas na aposta de alta de 0,75 ponto porcentual no Copom da semana que vem, que já é levemente majoritária na curva ante a expectativa de alta de 0,5 ponto. A precificação segue apontando taxa básica perto de 6% no fim do ano, mais precisamente de 5,86%.

"O IPCA mais alto coloca fogo na discussão sobre o aumento do juro, ainda mais com a liberação do auxílio emergencial", disse o gestor de renda fixa da Sicredi Asset, Cássio Andrade Xavier.

A percepção de que a agenda de reformas, bem ou mal, está andando em Brasília também ajudou a desinclinar a curva. "A PEC não pode ser considerada boa, tem uma série de problemas, mas o mercado olha pela ótica do avanço", disse Xavier.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao manter a oferta pequena de NTN-F no leilão desta quinta, o Tesouro evitou pressão sobre a curva. O lote foi novamente de 100 mil (50 mil para 2027 e 50 mil para 2029), mas com demanda fraquíssima, de apenas 4,5 mil no papel para 2027. A NTN-F é um título normalmente de interesse dos não-residentes, cujo fluxo foi afugentado nas últimas semanas. "Desde o episódio sobre o comando da Petrobras, há problemas de fluxo estrangeiro em todos os ativos", disse Xavier.

Contato: [email protected]

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV