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Taxa de juros e risco inflacionário pesam na confiança do comércio nas vendas futuras, diz FGV

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As incertezas sobre o comportamento da taxa de juros e o risco inflacionário afetaram negativamente a confiança do empresário do comércio em agosto, apontou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Houve queda na confiança nos seis principais segmentos do comércio, devido a uma deterioração das expectativas de vendas futuras.

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) recuou 1,8 ponto na passagem de julho para agosto, para 89,1 pontos. Em médias móveis trimestrais, o indicador diminuiu 0,8 ponto.

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"Apesar da redução do pessimismo nas avaliações sobre o volume de demanda atual, os empresários continuam cautelosos e não se mostram otimistas em relação à evolução das vendas futuras, mesmo diante da resiliência de um mercado de trabalho aquecido e da melhora na confiança dos consumidores. O setor, que iniciou 2024 com sinais de recuperação, enfrenta cenário incerto no segundo semestre: o comportamento das taxas de juros e o risco inflacionário, que afetam diretamente o consumo, contribuem para essa incerteza", avaliou Geórgia Veloso, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O Índice de Situação Atual (ISA-COM) avançou 2,0 pontos em agosto, para 91,9 pontos, mas o Índice de Expectativas (IE-COM) diminuiu 5,5 pontos, para 87,0 pontos.

Entre os quesitos que compõem o IE-COM, o item que mede as perspectivas de vendas nos próximos três meses caiu 4,1 pontos, para 85,1 pontos, quarto recuo seguido, e as expectativas sobre a tendência dos negócios nos próximos seis meses encolheram 6,9 pontos, para 89,2 pontos.

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No ISA-COM, o item que avalia o volume de demanda atual cresceu 4,2 pontos, para 92,7 pontos. As avaliações sobre a situação atual dos negócios encolheram 0,3 ponto, para 91,2 pontos.

Apesar do resultado negativo no Icom de agosto, houve melhora na avaliação sobre o volume de demanda atual. A proporção de empresas relatando a demanda insuficiente como um fator limitativo para a expansão dos negócios vem diminuindo ao longo do ano de 2024, descendo a 23,8% no trimestre móvel terminado em agosto. Essa fatia foi de 19,6% entre as empresas nos segmentos de bens essenciais (hiper e supermercados, farmacêuticos e combustíveis), enquanto que nos demais ramos essa proporção foi de 27,6%.

"Apesar da preocupação com a demanda ser mais evidente nos segmentos de bens não essenciais, sua proporção tem diminuído recentemente, alcançando o menor nível desde dezembro de 2022, devido à melhora nos mercados de crédito e de trabalho", apontou a FGV.

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A Sondagem do Comércio de agosto coletou informações de entre os dias 1º e 27 do mês.

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