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Tamanho importa e ações de China, UE e EUA impactam o resto do mundo, diz Georgieva, do FMI

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A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, cobrou nesta quinta-feira esforços dos países para uma economia global mais resiliente ao contrário das rachaduras que têm aumentado face à guerra comercial desencadeada pelas tarifas recíprocas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Todos os países, grandes e pequenos, podem e devem desempenhar seu papel para fortalecer a economia global em uma era de choques mais frequentes e severos", disse Georgieva. "Precisamos de uma economia mundial mais resiliente, não de uma deriva para a divisão", reforçou.

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Segundo ela, "tamanho importa", com as ações de China, União Europeia e EUA impactando o resto do mundo. "À medida que os gigantes se enfrentam, os países menores são pegos pelas correntes cruzadas", avaliou.

Georgieva disse que o momento exige que os países redobrem a atenção com os choques dentro e fora de casa e cobrou medidas específicas das grandes potências econômicas globais.

No caso da China, o FMI tem sugerido ações para impulsionar o baixo consumo privado e aceitação da progressão natural de uma economia baseada na indústria para o setor de serviços para a sua próxima fase de crescimento.

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Já a União Europeia precisa de uma união do setor bancário, do mercado de capitais e menos restrições ao comércio interno de serviços. "A lista é longa. Em conjunto, a flexibilização fiscal e uma integração mais forte impulsionariam o crescimento", disse.

Por sua vez, o principal desafio dos Estados Unidos é controlar a sua dívida pública por meio de reduções significativas no déficit orçamentário federal e uma reforma de gastos, sugeriu a diretora-gerente do FMI.

Georgieva também voltou a pedir por reformas 'mais ambiciosas' nos países e maior atuação do Estado. Ela citou como exemplo a importância de medidas voltadas ao setor bancário, no mercado de capitais, na política de concorrência, nos direitos de propriedade intelectual e preparação para a inteligência artificial (IA).

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"As compensações políticas podem ser amenizadas elevando o potencial de crescimento. Nesse caso, a economia dos EUA apresentou forte crescimento de produtividade, enquanto outros países ficaram para trás", disse, mencionando a sólida expansão da economia norte-americana.

A diretora-gerente do FMI fez nesta quinta seu tradicional discurso que abre as cortinas para as reuniões de Primavera do Fundo, que acontecem na próxima semana, na sede do Fundo, em Washington, nos EUA.

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