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Talvez após processo eleitoral possamos retomar curso normal diplomático com EUA, diz Durigan

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse esperar que, depois do período eleitoral, "passada a eventual tentativa de interferência" dos Estados Unidos, seja possível retomar o curso normal da diplomacia com o país no que se refere às tarifas aplicadas aos produtos brasileiros.

"Tudo que a gente puder fazer, a gente está fazendo, e o que eu tenho recebido são mensagens de gratidão e de esperança, que depois do período eleitoral, passada a eventual tentativa de interferência, que a gente possa retomar o curso normal da diplomacia, que é o que eu também espero", disse a jornalistas.

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Durigan afirmou que o início do processo de aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica não vai atrapalhar o curso das negociações com os EUA. "Ela pode só ajudar, até porque nós vamos fazer um processo de reciprocidade com cautela, ouvindo os afetados, já tenho ouvido alguns deles. Ninguém me trouxe uma preocupação de que poderia atrapalhar a negociação, até porque a disposição por negociação é completa do nosso lado", afirmou.

Ele lembrou que a lei foi uma demanda do Congresso, que a aprovou por unanimidade no ano passado, ainda por ocasião do primeiro tarifaço americano. "Em termos de garantir soberania, ter dignidade para esse diálogo é algo bem devido e não houve, para mim, reclamação de nenhuma entidade do setor privado", destacou.

Durigan disse estar "do lado dos empresários", tanto tentando resolver diplomaticamente a questão quanto adotando medidas para dar fôlego e viabilizar a manutenção dos negócios nacionais que estão sendo prejudicados, com a nova versão do Brasil Soberano e uma extensão do drawback, a pedido de alguns dos setores. "Em alguns casos, a gente talvez não consiga ajudar dentro das ferramentas que o governo tem".

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