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Soja/IDR-PR: plantio direto ocupa 45 mi de hectares no País ou 65% das lavouras temporárias

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O Sistema de Plantio Direto ocupa atualmente cerca de 45 milhões de hectares no Brasil, o equivalente a 65% da área destinada a lavouras temporárias no País, de acordo com o pesquisador sênior do IDR-Paraná Rafael Fuentes Llanillo. Na América do Sul, o sistema abrange 86 milhões de hectares, enquanto, em escala global, a área chega a aproximadamente 300 milhões de hectares, destaca nota da Secretaria de Agricultura do Paraná. Os números indicam a expansão da técnica: em 2017, o Censo Agropecuário do IBGE registrou mais de 33 milhões de hectares no Brasil, correspondentes a 62% da área dedicada à produção de grãos. No mundo, eram mais de 205 milhões de hectares em 2020, com destaque para países como Argentina, Estados Unidos, Canadá, Austrália e China.

Celebrado nesta sexta-feira, 23, o Dia Nacional do Plantio Direto marca a importância de um método de cultivo baseado no revolvimento mínimo do solo, na manutenção da cobertura vegetal e na rotação de culturas. Introduzida no Brasil há mais de cinco décadas, no norte do Paraná, a técnica contribui para conter a erosão, preservar a água e melhorar as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.

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Conforme a nota da secretaria, mesmo com a expansão do plantio direto, a aplicação incompleta de seus princípios ainda representa um desafio. A falta de rotação adequada de culturas e a cobertura vegetal insuficiente podem limitar os resultados do sistema. Também exigem atenção a compactação do solo, o controle da erosão e o planejamento das culturas utilizadas na rotação. Entre os benefícios do plantio direto estão a redução do gasto com combustíveis e do número de operações mecanizadas, além da maior capacidade de infiltração e retenção de água no solo.

O sistema ganhou reconhecimento internacional: seus princípios integram a abordagem de agricultura de conservação promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

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