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Sindicato do IBGE diz que suspensão do IBGE+ é vitória de trabalhadores

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O sindicato dos servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Assibge-SN, divulgou nota celebrando a suspensão temporária da fundação de direito privado IBGE+, anunciada nesta quarta-feira, 29, em nota conjunta do Ministério do Planejamento com o instituto. Segundo o sindicato, a decisão foi "importante", "porém insuficiente" para encerrar a crise interna que se arrasta há meses no IBGE.

"O anúncio da suspensão temporária da fundação é um passo importante, porém insuficiente, por si só, para pôr fim à crise enfrentada pelo Instituto, marcada por decisões autoritárias da direção também em outros campos, incluindo graves medidas antissindicais ao longo dos últimos meses", declarou a entidade representante dos trabalhadores do órgão.

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O sindicato declara ainda que se manterá mobilizado "em defesa de um IBGE democrático e autônomo". A nota informa que a presidência de Márcio Pochmann no IBGE aceitou receber os representantes dos servidores em uma reunião agendada para o dia 4 de fevereiro. A entidade diz que, na ocasião, pedirá mais esclarecimentos sobre o significado de que a suspensão do IBGE+ tenha sido anunciada como "temporária" e reforçará a oposição a qualquer solução que seja "privatista" ou que venha a ser adotada sem a devida consulta aos servidores.

"A Assibge, sindicato nacional dos servidores do IBGE, entende que a 'suspensão temporária' da Fundação de direito privado 'IBGE+', anunciada hoje pela direção do IBGE, é uma vitória da mobilização dos trabalhadores do IBGE e da sociedade civil, que nos foi solidária", divulgou. "A Assibge manterá sua oposição a qualquer proposta que mantenha os riscos institucionais que permeiam a 'IBGE+'.".

Mais cedo, os servidores do órgão realizaram um protesto em frente à sede do instituto, na região central do Rio de Janeiro. Além da oposição à fundação de direito privado IBGE+, criada pela gestão de Marcio Pochmann, os manifestantes acusam o presidente de conduzir o IBGE de forma autoritária, ignorando recomendações dos técnicos e empreendendo sucessivas investidas contra o sindicato dos servidores. O ato de protesto foi convocado pelo Assibge após reunião virtual com a participação de mais de mais de 50 coordenadores de núcleos para debater a crise no instituto. Além da manifestação na sede, estavam previstos também atos, assembleias e panfletagens de protesto em outros estados.

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Nos dizeres de faixas e camisas de protesto, os manifestantes pediam uma gestão efetivamente democrática, mais orçamento, mais servidores efetivos e respeito aos trabalhadores do órgão. Embora a demanda oficial do sindicato fosse pela implementação de um efetivo diálogo entre a direção e os trabalhadores, já era possível ouvir gritos de "Fora, Pochmann" entre os presentes na manifestação.

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