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Silveira diz que não houve decisão sobre retomada de Angra 3 na reunião do CNPE

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que não houve decisão sobre a retomada das obras de Angra 3 em reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) ocorrida nesta terça-feira, 18. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, pediu o adiamento da liberação.

Silveira declarou que defendeu a continuidade da retomada de Angra 3, condicionada à reestruturação da governança da Eletronuclear. Ele afirmou ainda que a decisão pode ficar para a próxima reunião do Conselho ou retornar à pauta do CNPE "em qualquer momento".

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A 1ª reunião extraordinária do Conselho em 2025, composto por 17 ministros, começou às 9 horas, no Ministério de Minas e Energia (MME). O encontro foi presidido por Silveira.

Pela última revisão, a estimativa de tarifa de Angra 3 foi atualizada de R$ R$ 653,31 para R$ 640 por megawatt-hora, após adaptações do estudo do BNDES sobre a viabilidade técnica da terceira usina nuclear brasileira.

A Eletronuclear entende que esse patamar pode ser reduzido para "um pouco" abaixo de R$ 600 por MWh. A possibilidade de emissão de debêntures incentivadas é considerada uma das alternativas de captação de recursos.

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O estudo do BNDES apresentado no início do segundo semestre mostrou que a obra demandará R$ 23 bilhões em investimento para a conclusão, valor que aumentará a partir de correções monetárias. Mais de 65% da obra já foi realizada em cerca de 40 anos no processo de construção.

Do total de R$ 23 bilhões, 90% seriam em financiamento no mercado e 10% pagos em equity pelos acionistas - ou seja, pela União, representada pela Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional Sociedade Anônima (ENBPar), e pela Eletrobras. A usina poderia entrar em operação comercial em 2031, pela expectativa.

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