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Sem pausa nos cortes da Selic, XP revisa projeção para taxa terminal em 2026 de 14% a 13,25%

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Diante das evidências de desaceleração e desinflação antes do que era esperado, a XP Investimentos passou a avaliar que o Comitê de Política Monetária (Copom) não deve mais realizar uma pausa no ciclo de calibração da Selic em 2026. Assim, a instituição cortou de 14% para 13,25% a projeção para o juro básico no fim do ano. A previsão para o final de 2027 segue em 11,50%.

Em relatório assinado pelo economista-chefe da XP, Caio Megale, e o economista Rodolfo Margato, a plataforma de investimento aponta que as leituras recentes de atividade e inflação vieram abaixo das expectativas, sugerindo que a desaceleração e a desinflação estão se materializando antes do previsto.

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"O estímulo fiscal não tem sido tão efetivo em impulsionar a demanda, uma vez que o endividamento de consumidores e empresas permanece elevado, os custos de produção estão mais pressionados e os indicadores de confiança vêm recuando", dizem Megale e Margato, que destacam o viés baixista na projeção atual para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre e também para o ano. A expectativa é de expansão de 0,3% na comparação trimestral dessazonalizada, e de 2% em 2026.

Com as medidas de núcleo do IPCA desacelerando de 5% em 12 meses há alguns meses para nível ligeiramente inferior a 4%, agora os economistas preveem outro corte de 0,25 ponto porcentual da Selic em setembro, que deve ser repetido em novembro. "Até 4 de novembro, data prevista para a reunião seguinte, a desaceleração de 2027 estará mais clara e as eleições já terão ficado para trás. Nesse momento, não faria mais sentido interromper o ciclo e esperar que os choques se dissipem", justificam.

Segundo eles, o modelo do Copom não aponta para continuidade do ciclo de afrouxamento monetário neste momento, mas isso deve ocorrer quando o colegiado incorporar em seu cenário o crescimento mais fraco do PIB projetado para 2027. A XP estima que a projeção atual do Comitê para o avanço do PIB no próximo ano esteja entre 1,6% e 1,7%. O dado não é público, mas o time de economistas da XP tenta inferi-lo a partir da estimativa do Copom para o hiato do produto.

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Com a perda de fôlego da economia no próximo ano, Megale e Margato avaliam que o ritmo de afrouxamento monetário acelerará para 0,50 ponto a partir da segunda reunião do ano que vem, a ser realizada em março.

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