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Santander Brasil eleva previsão de 2025 de PIB e Selic, e reduz câmbio, déficit primário e IPCA

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O Santander Brasil revisou o cenário de projeções macroeconômicas brasileiras, em relatório, elevando a estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, de expansão de 1,8% para 2%, como reflexo da tendência mais forte do que o esperado para a setor agropecuário no primeiro trimestre deste ano e seus efeitos secundários.

"Além disso, vemos um impacto positivo da recente medida de crédito consignado no consumo das famílias", pontua o banco, que manteve a projeção de crescimento de 1,5% para a atividade em 2026.

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O Santander também elevou a projeção para a Selic no final de 2025, de 14,5% para 14,75%, enquanto a taxa de juros terminal foi reduzida de 15,50%, a partir da reunião de junho, para 15,25%. Já para o final de 2026, a estimativa do banco, de 13%, foi mantida. "Ao mesmo tempo, reconhecemos que o impacto do Liberation Day provavelmente será dovish: as tarifas seriam vistas como um choque de oferta, com as incertezas e a fraqueza do USD aumentando a chance do ciclo terminar até junho", salienta.

Em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o banco reduziu a projeção de 2025 (de 6% para 5,8%), devido à apreciação do câmbio em patamar abaixo do esperado anteriormente. "A persistência do câmbio na casa dos R$ 5,70 pode exercer pressão baixista adicional de mais 20/30 pontos-base no IPCA do ano", acrescenta.

Por outro lado, a expectativa do Santander para o IPCA de 2026 passou de 4,6% para 5%, com a tendência para a inflação no médio prazo ainda preocupante.

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O banco reduziu ainda as projeções para a taxa de câmbio de 2025 (R$ 6 para R$ 5,90) e de 2026 (R$ 6,15 para R$ 6), influenciado por fatores internos, como a taxa de juros elevada e expectativa de melhora nos ingressos de fluxos comerciais nos próximos meses com a supersafra.

Quanto ao déficit primário, o Santander reduziu a projeção de resultado negativo em 0,8% do PIB para negativo em 0,7% em 2025, com as receitas ainda em tendência positiva, apesar de os gastos continuarem pressionados. À frente, o banco destaca a necessidade de bloqueio de cerca de R$ 15 bilhões para cumprir a banda inferior da meta fiscal. Para 2026, a projeção de déficit primário equivalente a 1% do PIB está mantida.

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