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Sabesp: Lucro líquido ajustado soma R$ 1,5 bi no 1º trimestre, alta de 32,2%

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A Sabesp reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2026. A cifra representa uma alta de 32,2% em relação a igual intervalo de 2025.

Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado pelo crescimento do volume decorrente de novas conexões, ganhos tarifários e melhora na arrecadação, parcialmente compensados pela mudança no mix de clientes, com expansão dos consumidores com acesso a tarifas subsidiadas.

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O Ebitda ajustado cresceu 26% entre janeiro e março na comparação anual, para R$ 3,8 bilhões, refletindo ganhos de eficiência com redução de despesas gerais e administrativas, diminuição do quadro de funcionários, otimização de energia com migração para o mercado livre e menor provisão para devedores duvidosos.

"Isso tudo contribui positivamente, mas não é muito diferente do que a gente já vem fazendo e mostrando", afirmou o CFO da companhia, Daniel Szlak, em entrevista à Broadcast, ao comentar os ganhos operacionais e financeiros do trimestre.

Já a receita líquida ajustada avançou 10,9%, para R$ 6,021 bilhões. O desempenho refletiu alta de 11,9% no preço líquido, diante do reajuste tarifário e da eliminação de descontos para grandes clientes, além de ganho de 2,4% com novas unidades.

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O resultado foi parcialmente compensado por temperaturas mais amenas no período e pela perda de 3,4% no mix, em razão do crescimento das unidades com acesso a tarifas subsidiadas.

A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, ficou em 2,4 vezes ao fim do trimestre. No trimestre imediatamente anterior, o indicador estava em 2,2 vezes.

"Estamos em uma alavancagem super controlada", afirmou Szlak. Para o executivo, o atual patamar dá flexibilidade para a empresa atravessar um ambiente de juros elevados e maior cautela do mercado em função do calendário eleitoral de 2026.

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A Sabesp encerrou março com dívida líquida de R$ 32,5 bilhões, custo médio de CDI + 0,02% e prazo médio ponderado de 6,3 anos. Do total da dívida, 64% vence a partir de 2031, enquanto os R$ 19,2 bilhões em caixa disponível cobrem mais de cinco anos de amortização. O ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) permaneceu em 17%.

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