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Rui Costa cita 'intervenção' para baratear alimentos, e casa Civil diz que termo é 'inadequado'

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A Casa Civil negou nesta quarta-feira, 22, que esteja em discussão uma "intervenção de forma artificial" para reduzir os preços dos alimentos. O posicionamento ocorreu após o chefe da pasta, Rui Costa, ter falado pela manhã que terá conversas com ministérios "para buscar conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos".

"A Casa Civil informa que não está em discussão intervenção de forma artificial para reduzir preço dos alimentos. O governo irá discutir com os ministérios e produtores de alimentos as medidas que poderão ser implementadas", afirmou a assessoria da pasta em nota ao Estadão/Broadcast. "Ainda não é possível avançar no detalhamento de tais medidas antes da realização das reuniões que irão tratar do assunto."

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Costa participou nesta quarta de entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", do CanalGov, veículo institucional do governo federal, e disse que teria conversas com os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda "para buscar conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos".

"A princípio, nós vamos fazer algumas reuniões com o ministro da Agricultura, o ministro do Desenvolvimento Rural (Agrário), que pega as pequenas propriedades, o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), e o Ministério da Fazenda para a gente buscar conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos", disse Rui Costa na ocasião.

A fala do ministro gerou repercussão e questionamentos sobre que tipo de intervenção deve ser tomada. O governo, porém, nega tal ação e admite que o ministro usou a palavra inadequadamente.

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Após a entrevista, a Casa Civil divulgou uma nota com os principais pontos da entrevista. Na publicação, porém, o ministério altera a fala, substituindo o termo "intervenções" por "ações". "Vamos fazer algumas reuniões, com os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário, da Fazenda, para buscar um conjunto de ações que sinalizem para o barateamento dos alimentos", diz a publicação, em referência ao que o ministro teria falado.

Nesta semana, Lula cobrou os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, pela redução no preço dos alimentos. A reclamação sobre a alta dos produtos foi feita na reunião ministerial que ocorreu na segunda-feira, 20.

Segundo integrantes que participaram do encontro, Teixeira respondeu à cobrança do chefe do Executivo dizendo que o Ministério da Agricultura, o MDA, o Ministério do Desenvolvimento Social e o Ministério da Fazenda têm um grupo para discutir a alta do preço dos alimentos. Segundo o ministro, até o fim do ano, deve ser feito um parecer sobre o tema e proposta uma solução. Lula, porém, não se contentou com a resposta e disse que o governo precisa pensar em uma resposta imediata e resolver logo a situação.

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A cobrança de Lula ocorre em meio à inflação resistente dos alimentos, observada em 2024 e que deve persistir neste ano. Carnes, açúcar e café devem pressionar a inflação dos alimentos, enquanto a maior safra de grãos pode aliviar o movimento inflacionário.

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