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Rui Costa: anúncio de isenção do IR até R$ 5 mil foi feito na campanha; é legitimado por urnas

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O ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse nesta quinta-feira que o governo Lula 3 é marcado pela previsibilidade e que o anúncio da ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil foi feito ainda na campanha eleitoral. "O povo brasileiro votou neste programa. E, portanto, ele foi legitimado pelas urnas. O presidente está sendo honesto com os eleitores que o colocaram na presidência", comentou, durante entrevista coletiva.

Ele criticou informações que circularam na quarta-feira mencionando que a mudança para o IR passaria a valer já em 2025, o que acabou, na sua avaliação, impactando a escalada do dólar.

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"Mudar para 2025 seria romper o critério da previsibilidade. Foi feito na campanha o anúncio de que a isenção seria feita até 2026. Está sendo cumprido o que foi dito na campanha eleitoral, o que foi dito na posse. Não tem nenhuma surpresa. Os agentes econômicos da sociedade não estão sendo tomados de surpresa. Se alguém criou uma expectativa que seria em janeiro o anúncio, e não em dezembro, não foi o presidente Lula que criou essa expectativa, nem foi o governo que criou essa expectativa", afirmou Costa.

O ministro reiterou que o anúncio agora visa deixar a sociedade a par da discussão que se iniciará no Congresso, que também busca a Justiça Social. "Sobre o ajuste da renda, porque o mercado não se incomoda tanto, às vezes, quando o governo deixa de arrecadar R$ 30 bilhões de previdência, porque alguns não querem pagar a previdência dos seus funcionários?", questionou, emendando que o cerne da proposta é fazer com que os mais ricos também paguem impostos, assim como os mais pobres. "Por que alguém que ganha R$ 5 milhões por mês não pode pagar 10% da renda? Isso o mercado toma como surpresa. Alguém que ganha R$ 10 milhões por mês ou por ano não pode pagar 10% de contribuição para o país, tem que usar o que se chama de engenharia tributária para buscar brechas na lei e não paga nada, comparado?", disse.

Ele disse não duvidar que a maioria esmagadora da população aprovará a medida, porque vai no sentido da justiça social.

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