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Riscos para o crescimento da zona do euro não justificam acelerar corte de juro, diz ata do BCE

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Os riscos de baixa para o crescimento econômico da zona do euro ainda não estão em um nível em que justificam acelerar cortes de juros, na visão de dirigentes do Banco Central Europeu (BCE), segundo ata da última decisão monetária, divulgada nesta quinta-feira, 27. Para as autoridades, manter a postura cautelosa nos tamanhos das reduções e no ritmo da flexibilização monetária é necessário diante do ambiente de elevada incerteza.

Este cenário levou todos os membros do BCE a apoiarem o corte de 25 pontos-base (pb) como apropriado, revelou a ata.

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A alternativa seria a manutenção dos juros no nível de 3%, o que poderia pesar excessivamente sobre a demanda. Por outro lado, os riscos para a inflação continuam amplos.

A confiança dos dirigentes de que a desinflação está em "boa trajetória" e que os preços devem retornar para a meta de 2% aumentou, embora a inflação deva continuar elevada no curto prazo até retomar trajetória de queda em 2025.

Os dirigentes também não descartam o risco da inflação ficar abaixo da meta de 2%, a depender do desempenho da economia.

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Do contrário, se os riscos não se concretizarem e a desinflação continuar, as taxas de juros do BCE poderão ser reduzidas ao nível neutro, afirmaram os dirigentes. Contudo, eles ressaltaram que a política monetária segue restritiva e que é prematuro discutir a taxa final dos juros.

O BCE ressaltou ainda que as tensões geopolíticas, problemas fiscais da União Europeia (UE) e os atritos comerciais com os Estados Unidos podem pressionar o desempenho já fraco do crescimento econômico europeu. "O comércio global pode ser duramente atingido se o novo governo dos EUA implementar as medidas tarifárias que anunciou", alertou. "E ações futuras potenciais podem levar a uma desaceleração econômica global."

Na quarta-feira, 26, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a atacar a União Europeia, afirmando que o bloco foi formado para "ferrar" os americanos e ameaçou aplicar tarifas de 25% sobre importações de produtos europeus, com detalhes a serem divulgados em breve.

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