Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Revenda de GLP contesta distribuição e defende fracionamento do gás de cozinha

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Resolução nº 3 de 2026 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), aprovada em 1º de abril, voltou a acirrar a disputa sobre o modelo de distribuição do gás de cozinha (GLP) no Brasil. Na próxima sexta-feira, 29, a Agência do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deve retomar a discussão sobre a venda fracionada do gás de cozinha e o fim da exclusividade de marcas nos botijões.

Se, de um lado, distribuidoras são contra, de outro a revenda saiu em defesa da mudança. Para o presidente da Associação Brasileira de Entidades de Classe das Revendas de Gás LP (Abragás), José Luiz Rocha, a retórica de "proteção ao consumidor" tem sido usada como ferramenta para preservar um mercado concentrado, enquanto o consumidor final continua pressionado por preços elevados e baixa concorrência no segmento de distribuição.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"O medo virou ferramenta para proteger o oligopólio do gás de cozinha", afirmou Rocha em nota nesta quarta-feira, 27. "Poucas empresas dominam mais de 90% do setor", acrescentou.

Rocha disse que a resolução do CNPE manteve as regras atuais e freou discussões sobre reformas, incluindo mudanças como o enchimento de botijões dos consumidores, e o fim da marca nos vasilhames. Na avaliação dele, o setor dominante estaria reagindo para impedir a entrada de novos competidores e prolongar um modelo de envase que, segundo ele, se mantém há quase 90 anos com tecnologia defasada.

Para o presidente da Abragás, esse tipo de abordagem alimenta um discurso alarmista, que coloca o medo no centro do debate e transforma qualquer proposta de mudança em sinônimo de risco generalizado à população.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Rocha criticou ainda análises que, segundo ele, recorrem a exemplos de países com fragilidades estruturais e regulatórias, como Paraguai e México, sem considerar experiências de mercados maduros na Europa, América do Norte ou Ásia. Ele sustentou que países desenvolvidos combinam abertura com protocolos rígidos de segurança e ferramentas como rastreabilidade eletrônica, certificação digital, monitoramento logístico e controle de responsabilidade técnica do envase.

Segundo Rocha, a tecnologia disponível permitiria modernizar o setor com "botijões inteligentes", identificação por QR Code ou Identificação por Radiofrequência (RFID), rastreabilidade em tempo real e fiscalização automatizada, sem que segurança e concorrência sejam tratadas como conceitos incompatíveis.

"Quando estudos deixam de analisar experiências internacionais positivas e

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

passam a selecionar apenas cenários negativos, o debate deixa de ser

exclusivamente técnico e passa a incorporar claros interesses econômicos e

políticos", disse Rocha.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Oportunidade

Fazendo coro com Rocha, a cofundadora da PayGas, Natalia Guida Giampietri, disse estar atuando junto à ANP para defender as mudanças regulatórias. A empresa atua sob o conceito de fracionamento na África do Sul e quer entrar no mercado brasileiro.

A PayGas informou que já opera nesse modelo há sete anos, com mais de 600 mil clientes, e diz que mais de 60% dos consumidores optam pelo enchimento parcial, por não terem recursos para a carga completa, em uma operação com tecnologia de rastreabilidade para garantir segurança e registro das transações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ideia do enchimento parcial é permitir que o consumidor compre apenas a quantidade de gás que consegue pagar, em um modelo comparado a um "posto de gasolina para o gás".

A avaliação dos revendedores é que, além de dar liberdade de escolha, a mudança poderia reduzir o preço do botijão cheio em até R$ 20 ao eliminar custos considerados ineficientes do sistema atual - como logística reversa e destroca de vasilhames -, e ainda oferecer uma alternativa regulada para substituir o enchimento ilegal.

O argumento econômico parte da composição do preço final. Quase metade do valor do botijão (49,8%) ficaria com distribuição e revenda. Na divisão apresentada, ICMS somaria R$ 19,11 (16,8%), a parcela da Petrobras seria de R$ 37,91 (33,3%), a margem de distribuição de R$ 25,51 (22,4%) e a margem de revenda de R$ 31,16 (27,4%), decorrendo em um preço final de R$ 113,69. Distribuição e revenda totalizam R$ 56,67, valor que inclui custos do modelo logístico atual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV