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Reunião de janeiro do Copom começa com análise de conjuntura

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começou às 10h06 o primeiro dia da reunião que decidirá pelo novo patamar da Selic, hoje em 11,75% ao ano. A expectativa praticamente unânime do mercado é de continuidade do ritmo de cortes na taxa básica de juros, com mais uma redução de 0,50 pp amanhã, para 11,25% ao ano.

As sessões da manhã e tarde desta terça-feira tratam da análise de conjuntura, primeira parte da reunião em que o Copom revisita temas importantes para a tomada de decisão da taxa Selic. A discussão sobre a conjuntura continua na manhã desta quarta-feira, 31. Amanhã à tarde, ocorre a segunda parte do encontro, quando o colegiado define o nível da Selic, que é anunciado a partir de 18h30.

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Conforme pesquisa do Projeções Broadcast, 63 de 64 instituições financeiras consultadas acreditam que o Copom manterá o plano de voo e fará mais um corte de 0,50 ponto, para 11,25%, enquanto uma casa aposta em um corte mais agressivo, para 11,00% ao ano. Para 56 entre 60 (93%), o colegiado seguirá nesse ritmo também nas reuniões de março e maio.

No encontro de dezembro, o Copom repetiu que antevê redução de 0,50 ponto porcentual da taxa Selic nas próximas reuniões e que seria o ritmo apropriado para "manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário".

Na ocasião, o Copom repetiu que a magnitude total do ciclo de flexibilização ao longo do tempo dependerá da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular daquelas de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.

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Desde a última reunião, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e outros diretores reforçaram que a sinalização continua sendo de novos cortes de 0,50 pp. Na coletiva do último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), ele enfatizou que essa mensagem valia para dois encontros: de janeiro e março de 2024.

No Boletim Focus, a mediana para a inflação de 2024 passou de 3,93% no último Copom, em dezembro, para 3,81% na última divulgação, de hoje. Já para 2025 e 2026, as estimativas continuaram estacionadas em 3,50%, ainda desancoradas em relação à meta contínua de 3,00%. Em dezembro, as projeções do próprio Copom eram de 3,5% em 2024 e 3,2% para 2025.

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