Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

'Resultado de junho indica que há choques mais permanentes dentro da inflação'

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O resultado da inflação de junho de 0,53%, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou abaixo da variação de maio (0,83%) e da expectativa do economista da LCA Consultores, Fabio Romão. Esse arrefecimento no índice geral, no entanto, não reduziu sua preocupação com o quadro inflacionário para os próximos meses. O núcleo de inflação, formado pelos preços que realmente pressionam o indicador de forma duradoura, continuaram elevados, apesar de o índice geral ter perdido força. Para julho, o economista acredita que a inflação suba para 0,73% e atinja 8,75% em 12 meses. A seguir os principais trechos da entrevista.

Surpreendeu o resultado de 0,53% do IPCA de junho?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Eu esperava 0,63%, mas veio abaixo, foi 0,53%. Filtrando os dados e olhando para a média do núcleo, o resultado do núcleo foi muito parecido com o mês anterior. Em junho, o núcleo ficou em 0,55% e havia sido 0,54% em maio. Em ambos os casos, o nível dos núcleos é alto e preocupante.

O que os núcleos sinalizam?

Os núcleos expurgam os fatores pontuais da inflação e mostram o que realmente está pressionando. Em teoria, o núcleo deveria ter desacelerado, mas ficou igual. Isso indica que há choques mais permanentes dentro da inflação. Eu destacaria alguns bens industriais, a alta da energia elétrica e até mesmo da alimentação. Em maio, a alimentação subiu 0,44% e, em junho, 0,43%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sazonalmente, a alimentação é perto de zero em junho. Alimentação continua atrapalhando, mas não no mesmo nível do segundo semestre do ano passado.

Qual a sua projeção da inflação para julho?

Deve ir para 0,73% e, em 12 meses, para 8,75%. São taxas altas. A inflação de julho vai ser pressionada pela superbandeira vermelha de energia elétrica, o reajuste da gasolina e do diesel e a alimentação também deve vir mais pressionada (0,48%).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quais são as implicações de a inflação estar concentrada em itens de consumo obrigatório?

Que vamos fechar acima do teto da meta neste ano. O que o Banco Central está fazendo ao subir juros é mirar a inflação do ano que vem.

Essa alta vai ter impacto no consumo?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso da energia elétrica, mesmo quando o preço sobe, o consumo não cai tanto. A ideia do governo ao subir a tarifa é mitigar o consumo e evitar o racionamento.

Qual é o impacto na atividade?

Neste ano, o PIB (Produto Interno Bruto) foi revisto para cima muito por conta da base fraca de comparação. Mas, evidentemente, pode acabar segurando a atividade em 2022. Boa parte do mercado, ao mesmo tempo em que subiu o PIB de 2021, reduziu o de 2022. Isso tem a ver com o movimento célere da política monetária por parte do Banco Central, de chegar com a Selic em 7% em dezembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa alta dos juros pode tirar PIB de 2022. O reajuste da energia elétrica tem impacto direto na conta de luz e também reflexos na formação de grande parte dos preços. É problemático, sim.

Há descontrole na inflação?

Haveria descontrole se a perspectiva fosse fechar 2022 com uma inflação muito alta. Não é o caso. A expectativa do mercado captada pelo Boletim Focus, do BC, aponta para uma inflação de 3,7% no ano que vem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV