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Relógio de bolso da Swatch causa frenesi e caos em lojas

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Em Paris, a polícia usou gás lacrimogêneo. Em Milão, na Itália, uma briga a socos eclodiu. Em Londres, Cingapura e Nova York, pessoas vararam a noite em filas diante de portas de lojas da Swatch. Esses são os exemplos mais recentes da "cultura do drop" (lançamentos-limitados) de símbolos de status que se espalha pelo mundo quando símbolos de status e valor de revenda colidem.

A empresa no centro de tudo, a Swatch - não estranha a surtos de varejo exagerados - disse que era hora de acalmar. A fabricante suíça de relógios afirmou na segunda-feira, 18, que não há falta do relógio de bolso Royal Pop, uma colaboração com a marca de luxo Audemars Piguet.

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Tudo isso por um marcador de tempo "biocerâmico" que custa cerca de US$ 400 no varejo, mas tem sido revendido por milhares de dólares. Na segunda-feira, os objetos chamativos, em cores de doce, se multiplicavam no eBay, com um anúncio exibindo: "EM MÃOS!!! Swatch x AP Royal Pop", por 3.055,58 libras esterlinas (US$ 4.092,31) "ou melhor oferta".

Foi a mais recente explosão em um rastro de frenesi consumista - tanto online quanto no mundo físico - que já foi vivenciado por empresas como Nike, Walmart e Apple, à medida que as pessoas correm, às vezes de forma frenética, para acompanhar tendências de compra e o potencial de revenda.

"Parece que as pessoas enlouqueceram para conseguir um Royal Pop para ganhar dinheiro com revenda, não porque sejam fãs da Swatch", disse Pierre-Yves Donze, professor de história empresarial na Graduate School of Economics da Universidade de Osaka. "As pessoas querem dinheiro, especialmente. O Royal Pop não é um produto legal, mas uma forma de ganhar dinheiro fácil."

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Isso é uma mudança em relação a lançamentos anteriores da Swatch e de outras marcas, que se beneficiam do alcance das redes sociais para criar, ao menos, a aparência de uma demanda esmagadora, disse o professor. Antes, afirmou, as pessoas gastavam dinheiro em objetos "badalados" porque "queriam tê-los em sua coleção".

A Swatch não respondeu a uma pergunta sobre seus produtos estarem sendo revendidos muito acima do preço de varejo. Mas, em um comunicado à Associated Press, a empresa disse que, em cerca de 20 das 220 lojas da Swatch no mundo onde o Royal Pop foi lançado, "surgiram desafios no dia do lançamento porque as filas de clientes interessados eram excepcionalmente longas e a organização de alguns shoppings não foi suficiente para lidar com esse nível de público".

Nas redes sociais, o Royal Pop recebeu mais de 11 bilhões de visualizações desde o lançamento, segundo o comunicado.

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A empresa comparou o Royal Pop ao lançamento do MoonSwatch durante a pandemia, em março de 2022.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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