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Relações politizadas causam distanciamento inédito entre Brasil e EUA, avalia diplomata

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O diplomata Marcos Troyjo disse nesta terça-feira, 9, que as relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos estão muito politizadas, o que tem reflexos no comércio e nos investimentos bilaterais.

"Não consigo lembrar de um momento em que as duas maiores democracias do Ocidente estiveram tão distantes. Do ponto de vista governamental, os Estados Unidos são de Vênus, e o Brasil é de Marte", comentou Troyjo, que já foi presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco dos Brics, durante seminário do Lide.

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Ele observou que nos últimos doze meses o comércio com os Estados Unidos representou menos de 10% da corrente comercial brasileira. Troyjo criticou o distanciamento entre os governos, lembrando que o governo brasileiro foi ultimo a entrar em contato com o presidente Donald Trump após a sua posse, e não se esforçou muito para mudar a situação desde então.

"Nós somos muito diferentes. E isso, de certa maneira improdutiva, está se refletindo no nosso relacionamento comercial e no nosso fluxo de investimento estrangeiro direto", afirmou Troyjo.

O diplomata pontuou que o Brasil vende 1% do que o mercado americano compra do mundo, não aproveitando o potencial de uma economia cujo comércio com o resto do mundo é de US$ 3,6 trilhões, o equivalente ao PIB da França e de todo o continente africano.

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Troyjo destacou que, ao mesmo tempo em que adotou uma política comercial mais restritiva, os Estados Unidos melhoraram o ambiente interno com redução da carga tributária, de 27% em direção aos 25%, dentro do objetivo de reindustrialização de Trump. Isso, acrescentou o diplomata, coloca a maior economia do mundo na rota dos investimentos internacionais no setor produtivo.M

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