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Relação do Brasil com os Estados Unidos é de diálogo, afirma Alckmin

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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, repetiu nesta segunda-feira, 10, que a disposição do Brasil é para o diálogo com os Estados Unidos e que o governo Lula busca alternativas para aprofundar relações com os norte-americanos. As declarações foram dadas em entrevista à Rádio CBN.

O presidente Donald Trump anunciou tarifas de 25% às importações de aço e alumínio do mundo todo. Na visão de Alckmin, isso demonstra que não há um foco específico sobre o Brasil, já que os demais países também foram atingidos.

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Questionado sobre as declarações do republicano, o qual disse que o Brasil e a América Latina precisam mais dos EUA do que o contrário, o vice-presidente desviou e afirmou que a disposição do País é para "cooperação e trabalho", lembrando que o governo brasileiro "defende o multilateralismo".

O ministro se reuniu na última quinta-feira, 6, com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, e com representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, para negociações sobre o aço e alumínio. Um dia após isso, na sexta-feira, 7, o ministro das Relações Exteriores (MRE), Mauro Vieira, também conversou com o representante. Para o vice-presidente, mesmo com as declarações polêmicas de Trump, as relações entre as duas nações devem "ser de Estado".

"Nós vamos buscar várias alternativas e até buscar aprofundar a relação com os Estados Unidos. O maior parceiro comercial do Brasil é a China. É para quem a gente mais vende, mas o maior investidor no Brasil é os Estados Unidos", afirmou Alckmin.

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Inflação

O vice-presidente avaliou que o cenário de inflação deve mudar neste ano. Segundo ele, o clima e a safra de alimentos devem ser bons, além da queda do dólar, de R$ 6,20 a R$ 5,79, que deve favorecer também a desaceleração do aumento de preços.

No entanto, como a inflação não recua "em 24 horas", ele argumenta que algumas medidas precisam ser tomadas, como o anúncio feito pelo governo para retirar o imposto de importação dos alimentos. Ele disse ainda, sobre a questão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que cada Estado tem sua realidade para retirar a taxa e que não há necessidade de isentar todos os produtos, dependendo da situação.

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