Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Receio é de que home office afete promoções

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O período de pandemia fez com que o home office fosse mandatório para todas as empresas e muito aprovado pelos funcionários. Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FIA-USP) mostra que 73% das pessoas estão satisfeitas com o trabalho de casa. Ao mesmo tempo, com uma volta à normalidade mais próxima, diversos profissionais estão com receio de que ficar longe do escritório possa afetar o acesso a promoções.

De acordo com um levantamento realizado pela consultoria global Korn Ferry, 55% dos entrevistados afirmam que voltar a trabalhar do escritório gera algum tipo de estresse. Para piorar, 58% afirmam que têm medo de conversar com os seus chefes sobre continuar o trabalho remoto por receio de que isso prejudique as chances de ascensão na carreira. É aquele chavão corporativo: quem é visto, é lembrado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O Estadão conversou com colaboradores de diversas empresas que têm esse sentimento, mas que preferiram não se identificar. A pesquisa ainda aponta que 70% dos entrevistados afirmam que será estranho retornar ao escritório e 74% se dizem mais produtivos quando trabalham de casa.

Ou seja: a retomada aos escritórios será mais difícil do que simplesmente abrir as portas para receber os funcionários de volta. Não por acaso, esse tipo de preocupação está circulando na área de recursos humanos do Itaú Unibanco. Segundo a diretora da área no banco, Valeria Marretto, existem muitas discussões a respeito desse receio de os colaboradores que preferem o home office precisarem voltar por uma ordem da chefia.

"Esse é um receio com praticamente todas as pessoas com quem eu converso, mas o que o próprio Milton (Maluhy Filho, presidente do Itaú) tem falado em lives é para termos uma visão de flexibilidade e que a volta continuará sendo voluntária", diz Valeria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar de ter metade dos seus quase 100 mil funcionários trabalhando diariamente desde o início da pandemia nas agências bancárias, o retorno dos outros 50% para o escritório ainda é gradual. Hoje, por exemplo, só é permitida a utilização de 20% dos espaços dos prédios.

Como já estão atuando no modelo 100% presencial, os funcionários da incorporadora Viver que quiserem trabalhar algum dia de casa precisarão da liberação do seu gestor.

"Orientamos nossos gestores a analisar a situação, entender a situação da saúde mental do colaborador e também se o trabalho dessa pessoa é possível fazer de casa", diz Ricardo Piccinini, presidente da Viver.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

GESTÃO. Para Fátima Motta, professora de liderança e carreira da ESPM, esse novo momento gera incertezas por causa da novidade, mas as empresas precisam criar ou melhorar maneiras de medir o desempenho dos funcionários não pela presença física, mas pelos resultados entregues. "Obviamente que as pessoas precisariam ir em algum dia ou outro para o escritório, mas promoções e demissões precisam ser de acordo com o desempenho. Aquela cultura do chefe precisar ver o funcionário trabalhando é coisa do passado", diz.

Por isso, na visão da diretora de recursos humanos do portal de contratações Catho, Patrícia Suzuki, é fundamental que esse retorno tenha transparência dos dois lados: tanto as empresas nas suas intenções, quanto os funcionários nas suas demandas - sem, obviamente, serem punidos por externar suas opiniões.

"As empresas devem dar clareza para os profissionais sobre as possibilidades de promoções naquele momento ou num futuro próximo", diz Patrícia. "E os líderes têm papel fundamental para a geração de vínculo entre as equipes."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV