Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Real tem pior 1º semestre desde 2020 com dólar beirando os R$ 5,60

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A preocupação dos investidores com a falta de clareza em relação às trajetórias dos juros - em particular a partir de 2025 - e da dívida pública, somada às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Banco Central e a um movimento de especulação no mercado de câmbio, descolou o real de outras moedas emergentes e contribuiu para a moeda brasileira ficar a um fio de cabelo dos R$ 5,60 no mercado à vista, registrando seu pior primeiro semestre ante o dólar desde 2020, ano da pandemia de covid-19.

O dólar à vista terminou o pregão em alta de 1,47%, a R$ 5,5883. Na máxima da sessão, chegou a R$ 5,5990 (+1,66%), o maior preço desde 12 de janeiro de 2022, quando alcançou R$ 5,6007.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Na semana, a moeda subiu 2,71%, e em junho avançou 6,43%. No acumulado do ano, a alta foi de 15,14%, o que corresponde ao avanço mais significativo em relação à moeda brasileira desde os 35,51% registrados no primeiro semestre de 2020.

A alta do dólar ante o real neste primeiro semestre também se destacou quando comparada ao desempenho da moeda americana ante outras divisas de países emergentes. O dólar subiu bem menos em relação à lira turca (11,01%), peso mexicano (7,97%) peso colombiano (7,15%), peso chileno (7,06%) e rupia indiana (0,23%), e em relação ao rublo russo e ao rand sul-africano caiu 4,06% e 0,55%, respectivamente.

No mercado futuro, por volta das 17h55, o contrato do dólar para agosto subia 1,55%, a R$ 5,6125, com máxima intradia de R$ 5,6180. O volume de negócios somava US$ 21,4 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Fernando César, operador de câmbio da AGK Corretora, o fortalecimento recente do dólar ante o real é baseado essencialmente no ceticismo dos investidores em relação à capacidade do governo de promover o equilíbrio das contas públicas. "Os fundamentos não estão ruins, não está aquele bicho feio, mas o mercado está precificando o risco fiscal futuro", afirma.

"O mercado está carente de respostas", diz Felipe Schuckar, head de câmbio da Hedgepoint. "Quer escutar o nosso Banco Central, o Poder Executivo dando respostas relacionadas à possibilidade de corte de juros, a questões fiscais que estão trazendo sensibilidade grande", afirma.

Ele ressalta que o momento é de "grande instabilidade", e que aos clientes a recomendação tem sido de gerir o risco com operações de hedge, tanto na ponta vendedora quanto na compradora. "O momento é de aceitar margens menores até ter maior clareza", avalia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma outra parcela da alta do dólar, porém, vem de fora. Rodrigo Jolig, diretor de investimentos da Alphatree, considera que a fraqueza do real está relacionada a um "mau humor generalizado" em relação a moedas de economias emergentes e a fundos que tentam surfar a tendência de valorização do dólar - ainda que o real tenha "apanhado" mais que seus pares.

"O movimento tem sido levado por fluxos bem técnicos. Os investidores são muito grandes lá fora e o real é como se fosse uma commodity", avalia. "Tem uma tendência de alta do dólar, os modelos acabam comprando mais. Realmente mudou muito a história de seis meses para cá no Brasil? Não, todo mundo sabia que o fiscal era ruim", acrescenta.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV