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Quedas em NY e do petróleo derrubam o Ibovespa em semana de decisões sobre juros

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A desvalorização do petróleo e dos índices de ações norte-americanos influencia negativamente o Ibovespa na primeira hora da sessão desta segunda-feira, 5, de agenda moderada. A safra semanal de divulgações de indicadores ganhará força nos próximos dias, quando sairão índices de gerente de compras (PMIs, na sigla em inglês) mundiais e Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, além de decisões sobre juros no Brasil, nos Estados Unidos e na Inglaterra.

Aqui no Brasil, os resultados trimestrais do Banco do Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco também ficam no foco. Na sexta-feira, o principal indicador da B3 fechou com alta de 0,05%, aos 135.133,88 pontos, e subiu 0,29% na semana.

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"A semana será marcada por uma agenda carregada, com diversos balanços de empresas relevantes no índice, como Itaú e Bradesco, além da divulgação do IPCA no Brasil e da decisão de política monetária tanto no Brasil quanto nos EUA. Esses dados devem ser acompanhados de perto pelos investidores, pois serão fatores importantes para direcionar o índice nos próximos dias", diz avalia Bruna Sene, analista de renda variável da Rico.

A queda do Índice Bovespa é puxada principalmente pelo declínio dos papéis da Petrobras, que têm o segundo maior peso na carteira, após Vale, na esteira do petróleo. A commodity recua acima de 2,00%, em meio à decisão da Opep+ de acelerar os aumentos na produção do petróleo a partir de junho.

O recuo das bolsas norte-americanas e na Europa, em sua maioria, mais o declínio do petróleo, afirma a Bruna Sene em nota, contribui para uma movimento de realização do Ibovespa, que acumula ganhos de 11% em 2025.

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Aqui, sinais de fim de ciclo de alta da Selic também ficam no foco. A expectativa é de um novo aumento de até 0,50 ponto porcentual no juro básico na quarta-feira pelo Copom, após elevação de um ponto. Espera-se que o Banco Central indique quando será o último aumento.

Já as ações da Vale viravam para o negativo, em meio à ausência do mercado de minério de ferro em Dalian, devido a feriado na China, que termina amanhã.

O petróleo tipo Brent, que é referência para a Petrobras, acumula desvalorização de 18% em 2025, e o WTI, de -19%. Além da decisão da Opep+, o recuo reflete o tarifaço do presidente americano, Donald Trump, imposto a vários países, o que pode levar a um arrefecimento da demanda global, indica Alison Correia, analista de investimentos e sócio-fundador da Dom Investimentos, em relatório.

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"O preço já está caindo, tendência de baixa, expectativa de recessão e tem ainda os principais produtores anunciando que vão produzir mais. E naturalmente o preço vai cair mais. Esse é o principal ponto para o dia de hoje", afirma Correia.

Nesta segunda-feira, o boletim Focus trouxe poucas alterações. Um dos destaques foi a mediana para a inflação suavizada nos próximos 12 meses. A taxa passou de 4,95% para 4,97%. Ao mesmo tempo, a pesquisa indicou que o Copom vai aumentar a Selic a 15% no fim do ciclo de aperto, em junho. Mas passou a apontar para um primeiro corte de juros, de 0,25 ponto porcentual, em dezembro. Com isso, a taxa terminaria 2025 em 14,75%.

Às 11h24, o Ibovespa caía 0,915, aos 133.900,86 pontos, após ceder 0,96%, na mínima aos 133.832,08 pontos. Na máxima, subiu 0,05% e marcou 135.198,13 pontos. Petrobrás cedia entre 2,04% (PN) e 1,71% (ON). Vale caía 0,06%.

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