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Queda do petróleo e dos retornos de Treasuries pressiona dólar ante real

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O dólar opera em baixa ante o real na manhã desta sexta-feira, 17, rodando a R$ 4,96 por volta das 9h30, e contribuindo para aliviar a curva de juros futuros, em meio à queda dos rendimentos dos Treasuries e ao enfraquecimento da moeda americana frente a pares desenvolvidos (DXY) e divisas emergentes ligadas a commodities.

O movimento ocorre em um cenário de forte recuo do petróleo, com o WTI caindo 5% e o Brent acima de 4% há pouco, diante da expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, após a trégua de dez dias entre Israel e Líbano.

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Esse contexto reduz pressões inflacionárias e melhora o apetite por risco. As declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o conflito com o Irã "deve acabar muito em breve" reforçam o quadro, embora a falta de datas concretas limite movimentos mais firmes.

Na sessão anterior, o dólar à vista fechou estável, a R$ 4,9929 (+0,01%), em dia de baixa liquidez e após fechar em baixa nas seis sessões anteriores, acumulando perda de 3,16% no período. A moeda acumula queda de 0,37% nesta semana, -3,59% no mês e -9,04% no ano.

No Brasil, o IGP-M subiu 2,64% na 2ª prévia de abril, após alta de 0,15% na mesma leitura de março. Já o IPC-S acelerou para 0,96% na 2ª quadrissemana de abril, acima dos 0,91% da leitura anterior. Ambos já podem estar refletindo os efeitos da disparada recente do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio.

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Estudo da Fecomércio-SP, coordenado pelo sociólogo José Pastore, aponta que o maior risco ao emprego no Brasil não é a Inteligência Artificial, mas a insegurança jurídica para contratar, que desestimula a geração de vagas.

A Petrobras fechou a compra de 75% do bloco 3 em São Tomé e Príncipe, tornando-se operadora. Com a operação, o consórcio passa a ser composto por Petrobras (75%), Oranto Petroleum Limited (15%) e ANP-STP (10%).

O Ministério de Portos e Aeroportos criou um grupo de trabalho para uniformizar regras das concessões de transporte e propor diretrizes para prorrogações contratuais. A medida foi publicada no DOU.

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No exterior, a Câmara dos EUA aprovou uma extensão emergencial de 10 dias (até 30 de abril) da Seção 702 da FISA, após republicanos barraram renovações mais longas defendidas por Donald Trump. A solução provisória veio após fracasso de propostas de 5 anos e 18 meses, bloqueadas por dissidência republicana com apoio de democratas.

No Reino Unido, o premiê do Reino Unido, Keir Starmer, rejeitou pedidos de renúncia após revelação de que a nomeação de Peter Mandelson para embaixador nos EUA ignorou alertas de segurança. Starmer afirma que não foi informado e o funcionário Olly Robbins assumiu a responsabilidade e renunciou.

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