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Queda das commodities e parcimônia eleitoral jogam Ibovespa para baixo junto com NY

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Mesmo após quatro quedas seguidas, o Ibovespa caiu durante a manhã desta terça-feira, 29. Pesa o recuo de mais de 1% nos contratos futuros de petróleo e o recuo de 0,78% do minério de ferro em Dalian, na China.

No radar também está a disputa eleitoral acirrada para a Presidência da República, que pode aumentar a volatilidade. Por isso, investidores acompanham novas pesquisas às vésperas do primeiro turno e, ao mesmo tempo, digerem dados do mercado de trabalho no Brasil e nos Estados Unidos.

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"Vejo o Ibovespa como uma balança. De um lado, tem o exterior. De outro, o Brasil, com alguns pontos que começaram a efetivamente fazer preço, principalmente a eleição", diz Leonardo Mendes, consultor financeiro da Manchester Investimentos.

Em meio ao processo eleitoral, João Oliveira, head da mesa de operações do Banco Moneycorp, diz que a cautela fiscal tem mantido, de certa forma, a Bolsa na defensiva. "O aumento do Bolsa Família, que pode gerar um custo de mais de R$ 20 bilhões nas contas em 2027; a proibição das bets, que pode fazer com que o governo cerca de R$ 12 bilhões. Tudo isso representa piora fiscal. E eleição está neste contexto", diz.

Neste cenário, Oliveira acrescenta ainda preocupações com a inflação mundial, sobretudo nos Estados unidos, onde o rendimentos dos Treasuries de 10 anos atingiu o maior nível em duas décadas.

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No Brasil, a inflação também avança. Divulgado nesta manhã, o IGP-M subiu 1,57% em setembro, após ter recuado 0,22% em agosto. A alta foi mais intensa do que a mediana da pesquisa Projeções Broadcast (+1,54%). Já a taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, idêntica à mediana das expectativas. Ainda hoje sairá o Caged.

Conforme Leonardo Brito, economista da Olimpo Investimentos, no Brasil, os dados de desemprego reforçam resiliência do setor. "Uma economia com mercado de trabalho aquecido tende a sustentar o consumo e a demanda, dificultando assim uma convergência mais rápida da inflação, limitando uma flexibilização monetária mais rápida", afirma.

No campo político, pesquisa Atlas mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o primeiro turno da corrida presidencial,com 45,3% das intenções de voto, contra 42,2% do senador Flávio Bolsonaro (PL). O candidato do PL, contudo, marca 47,7% em eventual segundo turno, contra 47,6% do atual presidente, empatados tecnicamente.

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"É uma eleição bem disputada. O mercado tenta se equilibrar nessa balança que, no exterior, tende a puxar para o negativo", afirma Mendes, da Manchester, ao referir-se à continuidade do conflito entre EUA e Irã, que tem deixado o petróleo em nível elevado, gerando preocupações com a inflação e juros no mundo.

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,26%, aos 182.991,13 pontos.

Às 11h31, caía 0,59%, aos 181.979,41 pontos, ante recuo de 0,78%, na mínima em 181.562,24 pontos, vindo de abertura em 182.993,14 pontos, praticamente no mesmo nível da máxima (182.996,68 pontos).

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Vale cedia 2,14% e Petrobras, entre -0,43% (PN) e -0,87% (ON). Entre bancos, só BB subia (0,88%). Em meio ao viés de baixa dos juros futuros, algumas ações como Azzas subiam (5,67%).

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