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Projeção para IPCA 2022 no cenário referência está em 5,4%, diz ata do Copom

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A ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), divulgada nesta terça-feira, 8, indicou que a projeção para o IPCA de 2022 no cenário de referência está em 5,4%. Este cenário pressupõe a taxa de juros variando conforme a pesquisa Focus e o câmbio partindo de R$ 5,45 e evoluindo conforme a Paridade do Poder de Compra (PPC). Para 2023, a projeção está em 3,2%.

Essas estimativas já constaram no comunicado da semana passada, quando o Copom aumentou a Selic (a taxa básica de juros) em 1,50 ponto porcentual, para 10,75% ao ano, a oitava alta consecutiva, configurando o processo mais forte de aperto monetário desde 1999. No documento, o BC ainda indicou que "antevê como mais adequada, neste momento, a redução do ritmo de ajuste da taxa básica de juros", em relação aos seus próximos passos.

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Foi a primeira vez que a projeção do BC indicou novo rompimento da meta de inflação este ano, considerando o teto de 5,0%. Para 2023, está ligeiramente abaixo do centro da meta (3,25%).

Na ata da reunião anterior, em dezembro passado, as projeções de inflação no cenário básico (juros Focus e câmbio PPC) eram de 4,7% para 2022 e 3,2% para 2023.

O BC projeta uma elevação de 6,6% nos preços administrados em 2022, considerando seu cenário de referência. No caso de 2023, a estimativa é de 5,4%. O Banco Central adota ainda a hipótese de bandeira tarifária "vermelha patamar 1" em dezembro de 2022 e dezembro de 2023, cenário melhor do que em dezembro, quando previa bandeira "vermelha patamar 2".

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Essas estimativas já constaram no comunicado da semana passada. Na ata do encontro anterior do Copom, ocorrido em dezembro, as projeções para os preços administrados indicavam alta de 3,8% para 2022 e 5,2% para 2023.

Inflação ao consumidor

O Copom repetiu hoje, por meio da ata da última reunião, que inflação ao consumidor segue elevada, com alta disseminada entre vários componentes, e mais persistente que o antecipado. "A alta nos preços dos bens industriais não arrefeceu e deve persistir no curto prazo, enquanto a inflação de serviços acelerou, ainda refletindo a gradual normalização da atividade no setor", repetiu o Copom, em avaliação semelhante à feita na reunião de dezembro.

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Mais uma vez, o BC reconhece que os resultados mais recentes dos índices de preços vieram acima do esperado. Novamente, a surpresa inflacionária ocorreu tanto nos componentes mais voláteis como, principalmente, nos mais associados à inflação subjacente. "As diversas medidas de inflação subjacente apresentam-se acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação", completou o documento.

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