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Produzimos 5 milhões de barris de petróleo e lideramos transição energética, diz diretor da ANP

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O diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Pietro Mendes, destacou nesta terça-feira, 4, que a intensificação dos conflitos no Oriente Médio não gera apenas mais volatilidade no mercado de petróleo e gás, mas amplia os desafios econômicos e para o cumprimento de metas climáticas. Em relação ao Brasil, no atual contexto geopolítico, a avaliação é de que o país se sobressai pela postura na agenda climática e por ser reconhecido pela estabilidade democrática e regulatória

"Nós fizemos o dever de casa. Estamos produzindo 5 milhões de barris por dia enquanto lideramos a transição energética. Nossos projetos, como carro flex e etanol, estão sendo copiados pela Índia. Somos uma liderança para o Sul Global", listou.

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"Por outro lado, temos falado pouco do aumento de emissões globais com as guerras. A destruição de ativos produtivos gera efeitos econômicos, como a inflação, mas também leva a um consumo energético intensivo de fontes como o carvão. Se não conseguirmos resolver os conflitos, será muito difícil atingir as metas acordadas em Paris", observou ao participar do Rio Innovation Week, conferência de inovação que se realiza nesta semana no Pier Mauá.

Agenda verde

Ao falar de fontes renováveis, Mendes destacou a agenda da ANP em hidrogênio de baixa emissão de carbono e captura e armazenamento de carbono (CCS/CCUS) como duas das principais frentes da transição energética. Nos últimos meses, a agência avançou na organização institucional para estruturar a regulamentação que lhe foi atribuída pelas leis aprovadas em 2024. Entretanto, alguns dispositivos da lei dependem de regulamentação. "Estamos esperando o decreto do Poder Executivo", comentou.

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