Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Produção e vendas de produtos químicos crescem em julho, mostra Abiquim

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A produção e as vendas de produtos químicos cresceram em julho, na comparação com o mês anterior. Para produção, a alta foi de 2,98% e para vendas internas, 0,99%. A utilização da capacidade instalada subiu para 68%, dois pontos acima do valor registrado em junho, em decorrência do retorno de operação das empresas que realizaram paradas programadas para manutenção entre abril e maio. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

O consumo aparente nacional (CAN), resultado da soma da produção com as importações menos as exportações, também apresentou melhora em julho, com a variável crescendo 5,8%. A alta da demanda local, sobretudo, foi puxada pela recuperação do volume das importações em julho, período em que as compras no mercado externo subiram 8,4%, na comparação com o mês anterior. Em relação aos preços praticados no mercado doméstico, o IGP Abiquim-Fipe registrou alta nominal de 0,26% em julho, após ter tido elevação de 0,04% em junho de 2022, seguindo o comportamento dos preços dos produtos químicos no mercado internacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Fátima Giovanna Coviello Ferreira, diretora de Economia e Estatística da Abiquim, diz que a economia mundial está passando por um período de incertezas e sofrendo com a alta dos preços e com a escassez de recursos energéticos. Isso tudo em decorrência do conflito entre Rússia e Ucrânia, com consequente impacto na inflação, nos juros e no encarecimento da logística internacional.

"A indústria química, que tem sua base de produção ancorada em matérias-primas como nafta e gás natural, sofre com esse cenário adverso. No Brasil, cerca de 70% da nafta consumida localmente e metade do gás demandado vem sendo supridos por importações", destaca a diretora.

Ela diz ainda que, antes da guerra, os preços do gás no Brasil já custavam o dobro do americano e o triplo do europeu, mas, atualmente esses valores estão sendo pressionados pela forte alta na cotação do Gás natural liquefeito. O GNL teve a sua referência multiplicada por quatro nos primeiros seis meses deste ano e sem perspectivas de arrefecimento no curto prazo, bem como a alta do petróleo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em julho de 2022, o real se valorizou 0,95% em relação ao dólar, e os preços do petróleo Brent e da nafta petroquímica no mercado internacional, convertidos para reais, apresentaram queda de 6,29% e aumento de 1,21%, respectivamente, na comparação com o mês de junho.

No acumulado de janeiro a julho de 2022, o consumo aparente nacional (CAN) recuou 1,4% sobre igual período do ano passado. Por outro lado, tanto o índice de produção quanto o de vendas internas cresceu 0,05% e 1,03%, respectivamente. Neste mesmo período, o volume exportado recuou 4,8%. Como resultado, a participação do produto importado alcançou 42% do mercado interno no acumulado de janeiro a julho de 2022, contra 45% em igual período do ano passado.

"Esse declínio significou um aumento pontual de três pontos porcentuais de participação de mercado para o produtor local. O índice de utilização da capacidade instalada, por sua vez, ficou em 73%", diz a Abiquim.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV