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Presidente do INSS e outros foram afastados dos cargos por suspeita de crime, diz Lewandowski

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O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, assim como outros integrantes do alto escalão do órgão, foram afastados do cargo por suspeita de crimes, segundo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou nesta quarta-feira, 23, durante entrevista coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 23. Procurado, Stefanutto ainda não se manifestou.

Mais cedo, a Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Desconto, para investigar desvios de R$ 6,3 bilhões em benefícios pagos a aposentados e pensionistas.

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Segundo Lewandowski, foram apreendidos na operação carros, joias e quadros, além de dinheiro em espécie de "alto valor". "Por determinação judicial, foram afastados cautelarmente, por suspeita de envolvimento nesses crimes, que são vários, o presidente do INSS, o diretor de Benefícios de Relacionamento com cidadão, o procurador-geral junto ao INSS, o coordenador-geral de Suporte ao Atendimento ao Cliente, o coordenador-geral de Pagamentos e Benefícios. Foram apreendidos muitos bens, carros de luxo de alto valor, dinheiro em espécie, joias e quadros", afirmou.

Lewandowski destacou que ação desta quarta-feira "trata-se de uma operação de proteção dos aposentados".

Ele também contou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está informado desde as primeiras horas do dia da operação e detalhou números da operação.

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Foram abertos 12 inquéritos policiais, expedidos 21 mandados de busca e apreensão e outros seis de prisões temporárias, dos quais três já foram cumpridas.

O ministro ainda pontuou que, sobre os valores descontados irregularmente, haverá um exame caso a caso, mas disse também que o dinheiro terá de ser restituído àqueles dos quais foi retirado indevidamente.

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