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Presidente da CVM diz que autarquia incentiva delações no caso Americanas

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O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Nascimento, disse ontem que a autarquia vai incentivar na fase atual de suas investigações sobre o rombo contábil na Americanas que os envolvidos contribuam com informações antes da fase de julgamento. "Incentivamos autodenúncias e colaborações premiadas", disse ele, em audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que apura o caso.

Ele afirmou ainda que a CVM já abriu 20 processos administrativos sobre o caso, sendo que 16 estão em andamento. Segundo ele, o caso traz indícios de "manipulação" de informações e "manobras fraudulentas" para elevar, manter ou influenciar valores mobiliários com o fim de manter "vantagens indevidas".

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"Quanto mais evoluem as apurações e investigações, mais sérias ficam as revelações", disse. "Caso a manipulação se confirme, há crime contra o mercado de capitais."

AUDITORIAS

Segundo ele, a autarquia está atenta a auditorias independentes que aparecem no caso e que as apurações estão na fase de identificar autoria e materialidade para formular as acusações. "Todos os sistemas de governança corporativa e informacional falharam", afirmou. Ele disse que, dentro da governança corporativa, auditorias são "guardiãs do bom funcionamento das relações" que efetuam controles externos.

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Para Nascimento, "não dá para dizer que apenas um grupo de pessoas é responsável" pelo caso. Ele afirmou que a Americanas tinha mecanismos de auditoria internos e que deveria ter seguido "os mais altos níveis de governança". Conforme a evolução das apurações, fica claro que não foram cometidos apenas erros, em sua avaliação.

Na semana passada, a Americanas, em relatório à CVM, admitiu uma fraude contábil de mais de R$ 40 bilhões e culpou a direção anterior da companhia.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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