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Presidente da Caixa confirma destinação de mais R$ 15 bilhões para faixa 4 do MCMV

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O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, confirmou na última terça-feira, 8, a destinação de mais R$ 15 bilhões no orçamento para a recém-criada faixa 4 do Minha Casa Minha Vida - conforme antecipou a Coluna do Broadcast na sexta-feira, 4.

Vieira disse que os recursos para o segmento terão origem nas cadernetas de poupança e nas Letras de Crédito Imobiliário (LCIs). Com isso, o orçamento total da faixa 4 será de R$ 30 bilhões, tendo em vista que o segmento já contava com R$ 15 bilhões garantidos pelo fundo social com recursos do pré-sal.

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Na semana passada, Lula assinou o decreto que cria a faixa 4 do Minha Casa Minha Vida. O programa foi ampliado para atender famílias da classe média que ganham entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. A nova linha terá financiamentos de até 420 meses, com taxa de juros de 10,50% a.a., para aquisição de imóveis de até R$ 500 mil. Até então, o programa abrangia famílias com renda de até R$ 8 mil e imóveis de até R$ 350 mil.

A iniciativa busca suprir a carência de financiamento para a população de classe média que, historicamente, é atendida por linhas de crédito cujos recursos saem das cadernetas de poupança. No entanto, as taxas de crédito vêm subindo nos últimos meses, ficando em torno de 12% ao ano, algo que dificulta o fechamento de negócios.

Vieira destacou que a Caixa vem buscando fornecer os financiamentos necessários para manter a atividade no setor. Ele citou que no primeiro trimestre deste ano, há 187 mil unidades em obras, contando com R$ 53 bilhões em crédito concedido pelo banco estatal.

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As declarações foram dadas durante o Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), evento que reúne empresários do setor e o governo federal, organizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em São Paulo.

Na ocasião, Vieira comentou brevemente que a demanda pelo crédito consignado da Caixa já está em torno de R$ 4,5 bilhões e indica o tamanho que o setor irá atingir nos próximos anos. Segundo ele, os maiores 'produtores' desse tipo de financiamento são a Caixa, o Banco do Brasil e uma fintech de banco privado - cujo nome não foi citado.

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