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PMI industrial recua a 49,8 em novembro, diz IHS Markit

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O Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) industrial do Brasil recuou para 49,8 pontos em novembro, após 51,7 pontos em outubro, segundo a IHS Markit.

A queda levou, pela primeira vez desde maio de 2020, o indicador abaixo do nível neutro, de 50 pontos, que indica crescimento. Segundo a IHS Markit, o recuo foi influenciado pelo cenário de escassez de insumos e inflação elevada, além de problemas na demanda, aumento dos juros e incertezas no mercado.

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"A resiliência da recuperação do setor industrial brasileiro foi testada mais uma vez em novembro, com as empresas lutando para garantir novos empregos em meio aos elevados encargos de produção e o aumento da taxa de juros", afirma em nota a diretora associada de Economia da IHS Markit, Pollyanna de Lima. "Como resultado, as empresas reduziram os volumes de produção pela taxa mais rápida em um ano e meio."

O mês também registrou declínio acentuado no volume de novos negócios. O aumento dos custos de insumos, combinado com vendas fracas, levaram os fabricantes a reduzirem os níveis de compra, interrompendo uma sequência de crescimento de 16 meses, segundo a IHS Markit.

Além disso, com manutenção dos gargalos globais de matérias-primas, junto com o aumento no custo de transportes e desvalorização cambial do real, os preços pagos pelos fabricantes brasileiros continuaram em alta e foram repassados aos consumidores.

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Os empregos na indústria mantiveram a tendência de expansão no mês, porém, registraram a menor taxa de crescimento das últimas oito apurações. A desaceleração foi impulsionada pelas vendas fracas e iniciativas de redução de custos.

Ainda que várias empresas tenham expressado preocupações acerca da inflação elevada, aumento dos juros e incerteza política, o otimismo nos negócios, em geral, apresentou recuperação em novembro. A expectativa, de acordo com a IHS Markit, é de melhora da demanda no próximo ano, oferecendo suporte à produção.

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