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Petróleo sobe quase 3% com possibilidade de envolvimento dos EUA em conflito Israel-Irã

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Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta próxima de 3% nesta quinta-feira, 19, enquanto investidores seguem ponderando informações que indicam a possibilidade de envolvimento direto dos Estados Unidos no conflito entre Israel e Irã. A ameaça do país persa de fechar o Estreito de Ormuz, caso os americanos se juntem aos israelenses, ajudou a escalar ainda mais as tensões no Oriente Médio.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o contrato de petróleo Brent para agosto fechou em alta de 2,80% (US$ 2,15), a US$ 78,85 o barril, depois de tocar máxima intraday de US$ 79,04, o maior patamar desde 22 de janeiro. Às 14h21 (de Brasília), na sessão eletrônica da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de petróleo WTI para o mesmo mês operava em alta de 2,54%, a US$ 75,37 o barril, em dia de feriado nos Estados Unidos.

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Israel aguarda uma decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre se juntar aos ataques contra o programa nuclear do Irã dentro das próximas 24 a 48 horas, segundo o The Times of Israel. "A expectativa é que eles se juntem a nós, mas ninguém está pressionando", disse uma autoridade israelense.

Um dos maiores riscos é a possibilidade do fechamento do Estreito de Ormuz, ameaça feita pelo Irã em caso de bombardeios americanos contra o país. Qualquer interferência na navegação pelo corredor marítimo pode abalar os mercados de energia a partir da interrupção do fluxo de petróleo pela via.

Analistas de energia do DNB Markets dizem que o conflito no Oriente Médio "continua em trajetória de escalada, mas a situação é fluida". Segundo a Oxford Economics, se os ataques cessarem, mas sanções mais duras forem impostas ao Irã, a produção global de petróleo pode cair em 700 mil barris por dia, impulsionando o Brent. Já a interrupção das exportações iranianas levaria o preço do Brent a cerca de US$ 90 e o fechamento do Estreito de Ormuz, a US$ 130 por barril do Brent, de acordo com a Oxford.

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