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Petróleo fecha sem direção com escalada do conflito e retomada do pregão nos EUA

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O petróleo fechou em direções opostas nesta terça-feira, 26, em meio a escalada entre os Estados Unidos e o Irã após troca de ataques no Oriente Médio. O Brent subiu quase 4% na máxima da sessão, enquanto o WTI caiu no retorno de feriado que manteve mercados norte-americanos fechados na segunda-feira.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em queda de 2,81% (US$ 2,71), a US$ 93,89 o barril.

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A cotação do benchmark dos EUA é em relação ao fechamento de sexta-feira, uma vez que não houve preço de fechamento do benchmark na segunda devido ao feriado de Memorial Day.

Já o Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 3,58% (US$ 3,44), a US$ 99,58 o barril.

Analistas da Capital Economics afirmam que a oscilação recente do petróleo indica expectativa de queda de preços nos próximos três meses, mas com baixa convicção, diante da incerteza sobre o Estreito de Ormuz.

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O Irã afirmou nesta terça ter derrubado um drone dos EUA no Golfo Pérsico e acusou os americanos de terem "violado" o cessar-fogo em vigor, que, por sua vez, classificaram a ação como ato de "defesa". Com a tensão, o Brent para julho, que deixou de ser o contrato mais líquido no início desta semana, voltou a tocar US$ 100 por barril na máxima intraday.

Ainda, o líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, ameaçou atacar bases americanas no Oriente Médio e afirmou que países da região não servirão mais de escudo para essas instalações. Em paralelo, o presidente Masoud Pezeshkian disse ao emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, estar disposto a fechar um "acordo digno". Relatos divergentes sobre ataques a embarcações em Ormuz e sobre possível retomada da escolta de navios pela Marinha dos EUA também estiveram no radar.

Segundo a Bloomberg, o Japão aumentou as importações de petróleo por rotas alternativas em maio, com Ormuz ainda fechado, enquanto a mídia japonesa circula relatos de que o país começou negociações comerciais com o Mercosul - que também podem envolver a importação da commodity.

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Já Exxon Mobil e ConocoPhillips negociam com o governo venezuelano de Delcy Rodríguez oportunidades de exploração das reservas do país, conforme a Bloomberg.

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