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Petróleo fecha em queda com sinais mais concretos de negociação entre EUA e Irã

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Os contratos futuros do petróleo fecharam a sexta-feira, 25, em queda, em meio a relatos de que as negociações entre Irã e Estados Unidos em Nova York avançaram para uma fase mais detalhada de discussões técnicas, com a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz em um prazo de sete dias.

Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para dezembro fechou em baixa de 2,77% (US$ 2,78), a US$ 97,44 o barril.

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Já o petróleo WTI para novembro caiu 2,33% (US$ 2,20), a US$ 92,41 o barril, na Nymex.

O Brent e o WTI cederam 6,19% e 3,82%, respectivamente, na semana.

Falas da quinta-feira do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, de que Teerã apresentou a Washington uma nova proposta, com prazo de sete dias para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar negociações mais amplas, pressionaram o petróleo desde a madrugada, com a commodity aprofundando a queda para cerca de 3% ao fim do pregão.

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Segundo uma fonte da Reuters, entretanto, o Irã não demonstrará qualquer flexibilidade em relação ao seu programa nuclear, mesmo que os EUA aceitem sua proposta para reabrir Ormuz, que prevê medidas como a retirada do bloqueio naval americano aos portos do país. O funcionário, que falou sob condição de anonimato, afirmou que a hidrovia permanecerá fechada até que "todas as condições do Irã sejam atendidas".

Ainda nas negociações, o principal diplomata do Catar conversou hoje com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, sobre desescalada e condições para o diálogo, enquanto os houthis do Iêmen - apoiados pelo regime iraniano - enviaram uma carta à União Europeia dizendo que não pretendem atacar navios europeus no Mar Vermelho.

Para a Kudo.com, embora avanços diplomáticos sugiram a possibilidade de novas quedas nos preços do petróleo bruto, a escassez física está impedindo uma liquidação mais decisiva. "A cautela persiste, já que a infraestrutura energética no Oriente Médio é vulnerável a quaisquer novas escaladas", acrescenta.

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*Com informações da Dow Jones Newswires

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