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Petróleo fecha em alta e avança na semana impulsionado por escalada de tensões geopolíticas

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O petróleo fechou em alta nesta sexta-feira, 22, encerrando uma semana de ganhos, com a commodity impulsionada pela escalada das tensões geopolíticas entre Rússia e Ucrânia. Além do tema, a postura sobre cortes de produção Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) é outra questão em foco no mercado.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para janeiro fechou em alta de 1,63% (US$ 1,14), a US$ 71,24 o barril, enquanto o Brent para igual mês, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 1,26% (US$ 0,94), a US$ 75,17 o barril. Na semana, o WTI subiu cerca de 6,5% e o Brent, 5,7%.

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No campo geopolítico, a Ucrânia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) realizarão na terça-feira, em Bruxelas, para discutir o recente ataque de Moscou à cidade de Dnipro, com um míssil hipersônico experimental. Enquanto isso, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que continuará realizando testes com os mísseis balísticos. Ele agradeceu ainda os responsáveis por criarem as tecnologias presentes nos armamentos e afirmou que se sente "orgulhoso e que mostram o potencial russo".

"Há mais de um mês que o preço do barril de petróleo Brent oscila entre US$ 70 e U$S 75. Por um lado, os riscos de oferta estão impedindo uma baixa mais acentuada do preço do petróleo, enquanto, por outro lado, as preocupações com a fraca demanda, especialmente na China, estão impedindo a recuperação", avalia o Commerzbank. Na próxima semana, o preço também deverá permanecer dentro desta faixa de negociação, com a ausência de indicadores importantes, e desde que a situação geopolítica não mude significativamente, projeta.

Então, o foco provavelmente mudará para a reunião da Opep em 1 de dezembro, quando o Commerzbank espera que o aumento da produção seja adiado novamente. "Também consideramos que os membros do cartel alargado não abrirão a torneira do petróleo por enquanto, caso contrário, haveria um enorme excesso de oferta no próximo ano e o cartel arriscaria uma queda significativa nos preços do petróleo", avalia. A Opep e a Rússia renovaram hoje compromisso em manter a estabilidade dos mercados de petróleo e energia.

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