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Petróleo fecha em alta de 3% e estende ganho pela 4ª sessão seguida

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Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta de cerca de 3% nesta quarta-feira, 22, na quarta sessão consecutiva com avanços nas cotações, levando o Brent a ultrapassar os US$ 94. A interrupção de fluxos no Oriente Médio em razão da continuidade dos conflitos entre Estados Unidos e Irã segue como a grande preocupação para o mercado, o que foi reforçado pelas sinalizações de que o grupo iemenita Houthi tende a bloquear parte da passagem pelo Estreito de Bab-el-Mandeb.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou em alta de 2,95% (US$ 2,49), a US$ 86,83 o barril. O petróleo Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 3,36% (US$ 3,06), a US$ 94,07 o barril.

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Os temores de um choque com o fechamento de Bab-el-Mandeb dominam as atenções, especialmente pela rota ser uma alternativa ao Estreito de Ormuz. Estimativa do jornal El Economista apontou uma queda no fornecimento global de até 7% em caso de fechamento do estreito. Enquanto isso, há sinais de escalada de ambos os lados. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou bombardear infraestrutura estratégica do Irã caso o país volte a atacar embarcações em Ormuz.

O porta-voz e general das Forças Armadas do Irã, Abolfazl Shekarchi, afirmou que a produção de mísseis estratégicos do país não foi interrompida durante o conflito e declarou que um "grande data center do inimigo" nos Emirados Árabes Unidos foi destruído.

O presidente russo, Vladimir Putin, ressaltou nesta quarta que as dificuldades criadas para Moscou no mercado de combustíveis são temporárias e não afetarão a trajetória econômica do país. Ele observou que os setores-chave da economia russa permanecem resilientes, apesar das tentativas externas de desestabilizar a situação no setor de combustíveis e energia, bem como em outras indústrias.

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Já os estoques de petróleo nos EUA subiram 2,01 milhões de barris, a 411,675 milhões de barris na semana passada, informou o Departamento de Energia (DoE, em inglês). Analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetavam queda de 1 milhão de barris no período.

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