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Petróleo fecha em alta com promessa de Trump de mais ataques ao Irã e estoques nos EUA

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O petróleo fechou em alta nesta quarta-feira, 10, após novas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, elevarem as tensões no Oriente Médio e, na prática, interromperem o cessar-fogo em vigor desde o início de abril. A commodity também foi sustentada pela queda dos estoques semanais nos Estados Unidos.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em alta de 2,07% (US$ 1,83), a US$ 90,03 por barril.

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O petróleo Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 1,8% (US$ 1,65), a US$ 93,10 por barril.

A troca de ataques impulsionou o petróleo, ainda que a commodity esteja distante do pico recente. Trump disse que os Estados Unidos atacaram o Irã "com força" na terça e voltariam a atacar nesta quarta. Segundo a Fox News, o líder americano poderia ter como alvo usinas de energia e pontes.

No campo diplomático, ele ainda afirmou que o acordo com o país persa já estaria "totalmente negociado" e Teerã concordou em não possuir uma arma nuclear, faltando apenas a assinatura de um documento para formalizar o entendimento.

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Já o governo iraniano voltou a acusar os Estados Unidos de violarem sua soberania nacional após os recentes ataques a áreas do sul do país e que iria reavaliar o futuro das negociações com os EUA.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, condenou a ação militar americana e afirmou que Teerã mantém o direito de responder aos ataques. As forças armadas do Irã realizaram ataques aéreos contra bases dos Estados Unidos na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein na manhã desta quarta-feira.

Em entrevista ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o economista-chefe da Moody's Analytics, Mark Zandi, afirmou que um fracasso nas negociações e o fechamento prolongado do Estreito de Ormuz poderiam levar o petróleo a US$ 125 por barril, elevando o risco de recessão nos EUA

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Nos Estados Unidos, a queda mais intensa do que a esperada nos estoques semanais dos EUA também deu força ao petróleo. Particularmente fortalecido, o WTI ampliou a diferença em relação ao Brent.

Para Neil Crosby, da Sparta Commodities, a queda dos estoques dos EUA é uma das "soluções" de curto prazo mais facilmente mensuráveis para a interrupção do fornecimento de petróleo a partir do Oriente Médio.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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